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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

As canções de amor sempre tem o paradeiro do lugar comum?



Existe realmente o "Não lugar comum" nas canções de amor?
Não comento sobre os "populares", mas as dores de cotovelo e as exacerbações em nome do amor sempre serão um clichê? E falar de amor, sempre será clichê?
Não sei ao certo.
Passei a noite escutando João Bosco e algumas letras de Adriana Calcanhotto (que anda pra lá de perdida em suas letras ultimamente).
As composições de JB com Aldir Blanc, as canções de Chico Buarque durante a ditadura (elas sobraram, porque hoje...), entre tantas que existem, podem sim não ser envolvidas pelo clichê.
Muitos amantes de Amado Batista e Odair José estão aí para não me deixar mentir.

Da Adriana me recordo de "Uns versos" onde ela canta:

Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo
Sou seu fado, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro,
Um rádio
Eu sou pelo avesso sua pele
O seu casaco
Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Eu chovo
Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário
Sou eu o seu paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo"
Falar de amor as vezes é dilacerar-se, dar-se em demasia por alguns momentos, ou dar asas a imaginação por ideias e não exatamente idealizar.
Nem sempre é bom, mas é bom sentir-se vivo de alguma forma.
Falar que falar de amor é clichê é que é clichê, ou então Viva o Clichê!









Saber tantas coisas

Quem nunca quis saber onde algo vai dar, saber para causar boa impressão, ou saber para agregar valor a si mesmo?
A primeira condição é a mais questionável, pois nunca dependerá apenas de si. Pode-se desejar algo, ser bonachão o suficiente e trabalhar para que os planos não saiam do eixo, mas nunca se está sozinho em qualquer situação. Vivemos em sociedade. Seja no trabalho, com o partner, família, ou amigos... tsc tsc, ledo engano. Quando tudo parece estar bem e vc cheio das boas intenções, algo mostra-se fora dos seus planos. No restante também... feliz ou infelizmente.
Feliz porque aprendemos com o imprevisível, infeliz porque nem sempre os resultados nos agradam.
Mas o conhecimento, o tal saber em si é contagiante. Saber nunca é demais. Literatura, tecnologia, artes, cinema, ficção científica, entre outros nos alimentam todos os dias nos tornando mais que sociáveis, seres pensantes.
Mas a pergunta que não quer calar: - A avidez por conhecimento torna o dia a dia mais facil? - Folgo em dizer que  não. Quanto mais sabemos, mas enxergamos as impossibilidades, o quão raso o ser humano pode ser ou o quanto podemos ser incompreendidos por saber.
Saber nunca é demais? Difícil dizer.

domingo, 17 de julho de 2011

Instabilidade?



Há algumas coisas que encontram seu lugar de forma natural e outras que demoram para achar seu canto em nossas vidas.
Mudanças são sempre necessárias e benvindas para fazer a roda girar, mas depois de um tempo já vivido elas encontram dificuldade em se alocar nas realidades já concretizadas.
Os vazios... estes são difíceis depois de um tempo de explicar.
Há um momento em que não sabemos nem explicar qual é a sua origem. No início associamos a algumas circunstâncias, mas depois de um tempo nos perdemos em sensações desconhecidas, cotidianos fatigantes e desalentos.
Buscamos saídas pró-forma para preenchê-lo, mas a noite chega e tudo se perde novamente enquanto tentamos dormir. O sono não vem, tudo vem ao mesmo tempo à cabeça e a madrugada entra como a única parceira capaz de compreender.
A manhã chega, as obrigações também. É preciso estar visivelmente bem para conviver em sociedade. Deixamos o vazio de lado esperando que em algum momento ele desista de se pronunciar.

O meu está aqui, ainda não se cansou de se mostrar, de pedir para ser preenchido. Mas nem sei o seu significado, o que deseja de mim.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mute

A tv no mute
O coração no mute
Apenas as mãos falam
A ordem natural das coisas acontece assim e não há nada de mau nisso.

certezas

As noites tinham um sabor de angústia, mesmo antes de acontecerem... Eram "caíres de tarde" fatídicos e cheios de questionamentos infindáveis. 

Em alguns momentos a solidão parecia tomar conta do ar e respirar inspirava solidão.
Depois de um tempo, um cansaço foi tomando conta desse cansaço e a angústia foi se enchendo de se angustiar, como se olhar no espelho vendo a mesma face de cansaço lhe trouxesse a sensação de raiva do processo.

Foi então que deixar fluir foi o único jeito de ser. 

As noites foram chegando mais cansadas com outros propósitos... e sem conseguir administrar pensamentos. A felicidade disso trouxe um sabor diferente a estas.

Certeza não se tem de nada na vida, mas sentir, o exato momento de sentir, traz as vezes a certeza de algo. Conhecer-se talvez traga isso ou a vontade extrema de um oposto ao que existe naquele momento.

Sonhos existem, mas a realidade é o lugar dos acontecimentos.




quinta-feira, 23 de junho de 2011

O troféu de François Ozon


Tanta coisa muda com a velocidade da informação, mas muda-se com o crivo que se deseja. Para a minha felicidade o cinema de François Ozon só me surpreende e encanta.
Em "Potiche" a esposa troféu, ele consegue extrair do ícone do cinema Catherine Deneuvetão cheia de glamour que a história do cinema insiste em promover, uma Deneuve, simples, arrojada e que surpreende. 
Em sua passagem pelo Brasil ela mostra a aversão pelo aspecto celebridade que desponta cada vez mais como tendência de mídia. Não, ela nunca precisou disso e nem nunca precisará, e não por sua "Belle de Jour" como se insiste em falar, mas por tantos outros papéis como em "O último Metrô" de Truffaut ou "Fome de Viver" de Tony Scott.


Um filme leve, cômico e que mostra o quanto a mulher pode se superar mesmo estando em um casamento de anos, esquecendo de si mesma...A presença de Fabrice Luchini e Gérard Depardieu torna toda a trama uma briga que surpreende a cada cena. 


Em uma noite de feriado onde nada parece ter abalado a estrutura caótica da noite de São Paulo, ou seja, nem parece que esta quinta-feira de Corpus Christi foi feriado, ir ao Espaço Unibanco de Cinema trouxe um brilho e felicidade com gosto de bons tempos até de Mostra de Cinema. Sim, o ambiente em que se assiste ao filme conta e muito. Cineclubes X Cinemarks e afins... grande diferença de comportamento, público e interesses.


Passeada pela Bella Paulista, Livraria Cultura... 


PS: E a tipografia 70's do filme? E a trilha Kitsch? Demais!


Sim, estou viva e feliz por isso. O cinema faz parte de tudo o que me faz bem.



sábado, 18 de junho de 2011

O ódio


Fala-se de amor e de tudo de melhor que o cerca. A real é que ele não move montanhas, mesmo. Ou seria outra coisa que move montanhas como diz o ditado? Já nem me lembro.
Não sei se é pra rir, desencanar, chorar, mas o ódio faz a montanha se mover.
Ele o torna reticente, incrédulo, ensimesmado, mas a energia que toma conta de si faz com que a tal montanha se mova.
Quando se faz de tudo para que as coisas andem sendo bom, cauteloso, cuidadoso e nada disso fez diferença só resta seguir e petrificar o que antes parecia ser um local de ternura e conforto. Aquilo que parecia aconchegante, quente, reconfortante pode sim virar uma pedra e não há nada de mau nisso.
Aprende-se com a vida que você não pode dar jeito no mundo, mesmo abrindo o seu coração e dando o melhor de si. Muitas vezes você se encontra em estado de imbecilidade nadando contra a maré.

Difícil? É, como tudo na vida.
Mas dizem que ela é um grande aprendizado.

Pois bem. Sirvam-se dele, pois dos piores remédios, ele, garanto... não é o mais amargo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

I'm stranger?




Acho que devo ser estranha mesmo.

Tive um insight de um nome, que me veio à cabeça do nada. Tratava-se de um nome bonito, interessante e com algumas recordações sobre, mas não muitas. Procurei esta pessoa no Facebook. Uma amiga de colégio que achava ser da faculdade de jornalismo... ok.

No decorrer de nossas conversas e posts vejo que fui para um caminho totalmente diferente da geração a qual participei. Elas são casadas, tem alguns filhos, pararam a faculdade, ou nem a fizeram, ou se fizeram não desempenham a profissão. Nem é o caso desta colega, mas de muitas que fiz contato durante esse percurso.

Elas assistem aos programas da tarde na tv. Procuram fazer o almoço para seus maridos, recebem os namorados das filhas e filhos para os almoços e datas festivas, participam das festas e churrascos familiares correndo atrás dos pequenos seus e dos pequenos alheios... e eu?

Eu passo a semana em família, falo com os amigos o tempo todo pelo Facebook, MSN e etc... e às vezes por telefone. Ora os vejo, ora nos falamos por esses recursos. Blogo, posto, comento sobre música, cinema, jogos, moda. Bebo, dou risada, fumo na frente do computador quando posso e às vezes caminho pela casa com o note.

Nas tardes de segunda e sexta leciono em uma escola técnica no curso de comunicação visual. Bons contatos com profissionais e a troca com os alunos que é intensa e produtiva.

A noite me agarro com a minha gatinha, assisto séries de tv, corrijo trabalhos e assim vou.

Será que sou tão estranha assim?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O céu pode esperar

É intrigante perceber como as relações humanas caminham, cada um avaliando seus propósitos, sucumbindo dores, avaliando terrenos a se pisar e limpando-se de seus erros posicionando-se como vítima de destinos ou situações... ledo engano. A vida está aí e o livre arbítrio também.

São as escolhas que mediam sua vida para pior ou para melhor. E folgo em dizer que não há cafés, deslilados e bons amigos que tirem essa carga. A vida é como um espelho... se você não deseja enxergar a verdade e foge dele, alguma hora terá de ficar na sua frente e enxergar as coisas que não deram certo ou seus erros.

Assim como na vida familiar e profissional, são os amores.
Não podemos optar pelo sentimento do outro... só ele pode saber o que quer, seus limites, o que quer para a sua história, e não se engane, em algum momento, mesmo que depois de vinte anos juntos essa condição aparecerá e não ha nada, nada a fazer se ele ou ela quiser partir pra sempre.

O pra sempre é muito tempo, muitos dizem. Mas a espera é mais longa do que o pra sempre, portanto estar na vida de alguém nunca será pra sempre, como a vida não é.

O mais interessante a fazer é ser verdadeiro consigo mesmo. Não pular etapas, enxergar-se mesmo no espelho, assim os problemas a resolver não serão maiores lá na frente, seja essa frente próxima ou não.

Há que se ter planos B, satisfações próprias, saber conviver consigo mesmo, até porque você não é o relacionamento, e sim parte dele. Você veio antes de tudo isso.

Canções, entre outras coisas de seu repertório partilhadas com o outro não devem ser deixados de lado. Eles existiam antes de estarem juntos.

Dica? Seja você, saiba que nasceu e morrerá só. Seja verdadeiro e batalhe pelo que acredita. Caso nada disso surta efeito, viva com o que lhe é dado, avalie soluções e principalmente, não se dê a toa a quem você não acredita. Se você tem mais de 30 anos, sabe que o açougue está repleto de carne barata pendurada. Você deseja ser mais uma?

Não procure apenas os prazeres de forma aleatória, como para bastar sua solidão.
Ainda há dias, horas, minutos para se viver, e as decisões que tomar acabarão por interferir naquelas noites que deveriam ser de sono tranquilo e não de olhares para o teto procurando uma saída, por infortúnios causados por si mesmo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Com quem ele fala?



Pode ser com sua mulher, com um filho ou com Deus... Nada deixa claro o porque da súplica de Peter Gabriel em "Come Talk to me"...

É belíssima essa interpretação em palco dessa súplica.
Cada um interpreta como deseja... eu interpreto como o desejo de uma explicação, de ser ouvido em seu desespero. Quem nunca desejou ser ouvido de verdade quando deseja dizer a "sua verdade"?

Abrir mão quando não se deseja, e precisar dizer a sua verdade para não morrer ou enlouquecer.

Quem de fato ouve do outro lado?
Quem de fato se importa com o que você quer dizer?
Quem lhe garante que ouvem e dão de ombros com suas palavras deixando-as perderem-se no vento?

A realidade é sua, encare-a.
Ninguém pode fazer por você.
Faça-se ouvir se puder, mas admita que pode ser tempo perdido, pois o desejo de cada um (já diz a expressão) é singular. Não podemos fazer com que pensem como você.

Acredite, nasce-se sozinho e assim deita-se todas as noites, apesar de as vezes estar acompanhado.
Suas amarguras, suas tristezas, infelicidades, decisões e atitudes são suas.

Permita-se errar, acertar e assumir, ouvir e ser ouvido... mas pouca coisa pode mudar.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Oh, if you stay



Um amigo postou "Wild Ones" esses dias e me recordei da letra.
Desejei estar por aí e fazer contigo tudo o que deixamos de fazer e não perder tempo com as bobagens e percalços que a vida instala nos nossos caminhos.

Engraçado que é sabido que a vida é uma só e não nos damos conta da importância de fazer o melhor e não nos prendermos em coisas que não nos levarão a lugar algum.

Sim, nos fragilizamos. Há dias em que tudo parece uma grande bobagem, tudo, qualquer coisa, mas o que nos faz bem não pode ser deixado pra trás... nossos sonhos, nossas vontades , aquilo em que realmente acreditamos e as pessoas em quem realmente acreditamos e nos fazem bem.

Tenho o hábito de não ir atrás, de deixar para que as pessoas façam e tomem suas decisões a seu contento, mas só eu sei o que me custa ser assim. Talvez tenha perdido oportunidades, chances de ter tornado tudo melhor, tudo mais vivível.

O melhor da vida está em respirar profundamente , sorrir, andar sem rumo ou com um rumo no qual acreditamos e somos felizes com ele. Estar ao lado de quem amamos, amigos, família e sim do homem a quem amamos.

Somos vítimas quando queremos.
Já é hora de mudarmos de posição e fazer diferente. Saír do habitual e não nos limitarmos.

Otimista eu? Nada...Vem!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O bom da vida?



A vida deveria ser assim, como nos filmes italianos de Mastroianni e Sophia Loren. Risos, desencontros, encontros, mais risos, mais risos e mais risos.

Tento fazer desse espaço algo útil e inútil ao mesmo tempo, pois posto coisas do meu cotidiano que às vezes é entediante, às vezes feliz, mas cheio de bons aprendizados.

Um amigo hoje me disse que devemos nutrir nas nossas amizades e relacionamentos um quê de falta de responsabilidade e leveza, trazendo sempre o humor para que as pessoas não nos sintam pesados e cheios de responsabilidade e sentir que também tem responsabilidade em fazê-lo feliz de alguma forma.

Achei muito interessante a sua observação, mas é muito difícil em alguns momentos não abrir o coração pra quem gostamos e sentimos afinidades e contarmos o que nos faz triste em algum dia... Talvez ele tenha total razão ou razão em partes.

Os dias tem sido de loucura. Tantas oportunidades e coisas diferentes, mas um quê de algo não resolvido me toma, com a sensação de que há pano pra manga aí. Coisa boa, sempre procuro acreditar.

Amigos por todas as partes, músicas novas e velhas como Wilco com "Wishful Thinking"  http://www.youtube.com/watch?v=CZ5xsH2HEgE, entre outras. Grandes descobertas de coisas não tão novas.

Tenho a impressão que coisas tão boas estão por vir. Gosto de pensar assim. Espero não estar enganada. É bom ser assim, prefiro ser assim. Se assim não fosse não seria a Simone que conheço e que todos conhecem.

sexta-feira, 25 de março de 2011

O cinema ou a indústria do entretenimento realmente triunfa nos dias de hoje, ou seriam as séries de TV para os bons atores?

Acabo de rever "A Lenda do Pianista do Mar" de Giuseppe Tornatore. Sim, a frase anterior tem um ponto final depois de Tornatore porque não há nada, absolutamente nada de irrepreensível neste filme a não ser o fato de o ator Tim Roth não ter conhecido papéis de tão mais impacto e lirismo como este dentro da indústria cinematográfica. Podemos citar por certo, "Cães de Aluguel" de Tarantino ou "The Hit" (início de sua carreira) de Stephen Frears, mas nenhum deles tem a sensibilidade de 1900, seu personagem. E onde ele está? Em "Lie to me"? O que faz atores como ele, Alfred Molina, Mark Harmmond, Glen Close, Vincent D'Onofrio, Peter Coyote, Patricia Arquette, ícones dos anos 80 e 90 no cinema, estarem hoje em séries de tv e não em lugares de destaque em filmes? Por que Jeremy Irons, Anthony Hopkins, John Malkovitch e tantos outros não migraram para este nicho, ou porque Charlie Sheen ganhou tanto dinheiro com "Two and the half man" sendo ele mesmo, promovendo aos olhos do grande público sua decadência como ator e pessoa?


Posso aqui fazer algumas conjeturas a respeito do assunto.
Acompanho séries há algum tempo na tv aberta e a cabo e vejo que esse fenômeno tende a crescer.
Aparentemente não há espaço para suas atuações... enquanto atores como Matt Dammon, Russel Crowe, Gerard Butler, Daniel Craig e o incansável e endividado Nicholas Cage se revezam entre filmes e também os novos atores que ganham espaço em filmes que privilegiam mais histórias do que grandes atuações.
Hoje, os efeitos especiais tomam conta das telas, a violência, terrorismos, o fim do mundo e as comédias em demasia (como a interminável "American Pie") ganham as salas de cinema impressionando os espectadores tornando os atores meros coadjuvantes e não peças de grande importância, como outrora com Richard Burton, Alain Delon, Vittorio Gasmann, Frank Sinatra, Humphrey Bogart, James Stewart. As grandes performances foram abandonadas em função das celebridades (instantâneas ou não) e efeitos especiais.


O que lhes restou foi ganhar dinheiro como destaques, participações especiais ou papéis fixos em séries de tv
como o os Law & Orders: Alfred Molina, Peter Coyote e Vincent D'Onofrio, NCIS com Mark Hammond, Damages com Glen Close, Patricia Arquette com Medium.


Há os que caminharam diferentemente nesta maré e conseguiram grande destaque em séries sem nem mais necessitar preocupar-se com o cinema de tão populares que ficaram, mas já no cinema são um fiasco como Hugh Laurie com "House" ou vocês não se lembram de Stuart Litte, Razão e Sensibilidade e James Gandolfini com "The Sopranos", e poucos que poderia dar destaque aqui... Sally Field que já teve tantos papéis de importância no cinema, hoje é produtora executiva de "Brothers and Sisters", acredito que fazendo quase que um papel de si mesma, Jim Belushi não consegue mais papéis e então transita entre os "Accord to Jim" e o recente "The deffenders".


Há os atores que as séries "matam" como James Van Der Beek com "Dawsons Creek" e atores que conseguem por fim desligar-se de uma série que o marcou como Joshua Jackson em "Fringe", mas estes não aparentam conseguir alguma projeção de destaque cinematográfico.


John Noble aparece como destaque em "Fringe" como o Dr. Walter Bishop, papel de grande importância que privilegia sua atuação. 

No mais percebe-se o descaso com grandes talentos para a indústria cinematográfica, que preza mais fazer dinheiro e entertainers do que grandes interpretações.

Não faço aqui uma apologia a época áurea do cinema, pois há tantos outros talentos europeus dos quais não comentei como Sergio Castellitto, Daniel Auteuil, Sergi Lopez, e tantos outros.

Já que não lhes resta um lugar de destaque no cinema, que consigam viver dignamente nas séries de tv e fazerem suas aposentadorias.

Sabemos que estes atores aparecem vez ou outra em algum papel no cinema como um vilão de quadrinhos, em Harry Potters... mas convenhamos...

Uma pena. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Still



Ainda converso contigo.
Saio, vejo novas pessoas, novos e velhos amigos, mas no regresso ou quando me encontro sozinha ainda teço longas conversas me recordando de quem você foi pra mim e me recordo da mulher feliz que fui.

Hoje encontro poucos traços daquela mulher doce, que permitiu-se ser delicada, abraçando projeções (interessante a expressão) que acreditava serem certeiras, absolutamente concretizáveis pela primeira vez e viu tudo ruir com a realidade de que ninguém, absolutamente ninguém e perfeito e nada é certo nesta vida.

Ainha há pouco, no banho, me recordei daquela brega canção de amor de Lionel Ritchie dos anos 80, "Still". Dei risada embaixo do chuveiro tentando compreender o por que desse insight risível e de ainda pensar em nós.

Nessas conversas que tenho contigo vejo que não amei alguém que conhecia (difícil isso acontecer, pois nem sequer nos conhecemos toda uma vida) e que neste momento não somos mais os mesmos, portanto nada do que eu diga a você, você entenderá. Estou a léguas de distância de você fisicamente, de quem fomos, de quem somos e de quem sou hoje.

Esbarro ainda na beleza de detalhes. Tenho uma memória auditiva, visual e olfativa muito forte e lembro de trejeitos seus, sons que emitia com frequência e de seu cheiro... Dói , e a dor é profunda nessas horas. Despisto, converso, leio e a cadência diminui.

Interessante como "saber" nos torna inacessíveis para nós mesmos e para o mundo.
Entender Bahktin, ouvir jazz ou qualquer tipo de música pouco acessível e amar Abbas Kiarostami não me tornou uma pessoa melhor. Me distanciei da sociedade, dos mortais, daqueles que apenas vivem e se deixam viver. Não consigo me relacionar com pessoas "normais" e esse aspecto meu me irrita. Poderia gostar de algo popular, tomar a pior cerveja e ler livros de auto ajuda... talvez fosse mais feliz.

Irrita-me os últimos posts deste blog, onde ora me dilacero e ora tento despistar a dor com posts culturais em busca de voltar ao cotidiano necessário. 

Não me sinto de fato infeliz, sinto apenas que infelizmente embruteci como pessoa e que grande parte da sensibilidade despertada por você em mim, que era o que classifiquei como o último suspiro dessa possibilidade, foi-se com a sua decisão em partir.

Você partiu, naturalmente como uma planta que nasce, floresce e morre - ou como a ordem natural das coisas para tudo nessa vida. Difícil é ter provado de algo tão belo e intenso e sentir que nada do que se possa fazer trará esse frescor novamente.

Há um tempo para tudo nesta vida, acreditamos... mas o que ficou pelo caminho nos faz perder a inocência outrora vivida e essa jamais é recuperada, nem se quisermos.

Segue para o universo essa dor que ora comparece, ora se alivia com as perspectivas de algo que nem sei bem o que é, mas me faz viva enquanto eu possa viver.

Há dois dias tento escrever um post sobre o Vincent D´Onofrio, ator que gosto e aprecio muito suas performances em "A Cela", "Feliz Coincidência" e "Law&Order - Criminal Intent". A inspiração veio e se foi com o cair da noite.

Tudo passa?

quarta-feira, 16 de março de 2011

O litio nosso de cada dia


Pra mim o litio está nas coisas que gosto. O cinema, a cultura, os grandes amigos as possibilidades e sempre estar ávida por informação.

Tem momentos em que tudo precisa mudar e não tenho medo de mudanças.

Tem pessoas em nossas vidas que nos fazem favores que não podemos entender em um primeiro momento.
Legal, to sacando que foi muuuito bom.

beijocas pra mim e pra tudo o que é bom! hihihi!

terça-feira, 8 de março de 2011

Little Trouble Girl - a música da noite de hoje.


If you want me to I will be the one

That is always good and you'll love me too
But you'll never know what I feel inside
That I'm really bad, little trouble girl

Remember mother? We were close.
Very, very close.
You taught me how to feel good
Flirt and laugh, be understood
Curl my hair and eyelash
Pinch my cheeks and do my lips
Swing my hips just like you
Smile and behave
A circle of perfection, it's what you gave
Then one day I met a guy
He stole my heart, no alibi
He said "Romance is a ticket to paradise"
Mama, I'm not too young to try
We kissed, we hugged
We were close. Very, very close.
We danced in the sand
And the water rose, higher and higher
Until I found myself floating in the sky
I'm sorry mother, I'd rather fight than have to lie

If you want me to, I will be the one
That is always good, and you'll love me too
But you'll never know what I feel inside
That I'm really bad, little trouble girl
Little trouble girl [backup vocals repeat x10]
Cross my heart and hope to die
I can not tell a lie

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ainda é estranho...



Ainda é difícil acordar todas as manhãs e compreender...
Apesar de estar distante, acordava inspirada pelos momentos vividos e ainda pelos que viriam. O sorriso era fácil e os sonhos muitos.
Não sou de desistir do que quero e acredito, mas não posso interromper os processos que não me pertencem, apesar de muitas vezes desejar contato e me prontificar a ajudar no que for preciso.

Sei que todos temos momentos difíceis e dificuldades e que apoio nos faltam pelo fato da não compreensão alheia. Nos sentimos sozinhos, pois é fácil pular fora quando os outros precisam.

Eu até que gostaria, mas não acho que deveria, pois seria interpretada erroneamente.

Sinto muita saudade da linda história, de cada detalhe vivido que ainda é extremamente vivo em minha memória. Das pequenas coisas tão marcantes, do cheiro, da presença tão leve e tranquila.

As imagens me aparecem fortemente cada vez que acordo e sinto profundamente ter que batalhar para me livrar delas. Acho injusto, mas me esforço.

Rogo para que as manhãs de esquecimento venham, para que possa sorrir e ter esperanças novamente de dias melhores e um amor maior.

domingo, 6 de março de 2011

and...

As histórias de amor são intrigantes sempre.
As discussões de relações nos filmes hollywoodianos tem hoje um grande espaço tendo sempre um grande público que se identifica com elas.
As minhas nunca foram óbvias, aliás detesto histórias de amor óbvias... mas suas formas de término sempre o são. (folga para as risadas).

Encontrar-se com alguém por via redes sociais sem querer, viajar para conhecer, fazer planos, construir um vocabulário juntos, escutar músicas não tão comuns, falar sobre assuntos não tão comuns...

Lembro-me de uma canção com a qual transaríamos e nunca o fizemos.

Lembro-me ainda de dançar Alan Parsons juntos no escuro do quarto... um pedido online que se transportou para o real.

O calor da pele, os sorrisos francos, as séries de tv, as fotos de enlace... tudo tão real.

Interessante com as pessoas tornam-se desinteressantes para outras com o tempo.

Será a velocidade dos relacionamentos?

A falta de paciência para com a história do outro ou com a sua própria?

Ou tudo que é sólido desmancha no ar?

O sentimento de perda é Hour Concour, pro-forma ou Status Quo para essas situações?

Acho que nunca saberemos como nos comportarmos nessas situações, por mais que a vida pareça insistir em nos preparar para as tais.

O que nos resta é a ignorância para com  o outro, pois "não saber" parece-nos palavra de ordem para continuar.

Que venha o futuro e suas surpresas.

A amargura e a prima estética de Coppola em "Tetro"



Lembra " O selvagem da Motocicleta" as vezes, mas a maturidade estética das imagens ora lembra Antonioni, ora Lynch com suas atmosferas perturbadoras.
Assim para mim foi assistir "Tetro" no cair da tarde deste domingo.
O filme ganha corpo real depois de uma hora e meia que está acontecendo. A história poderia ter sido filmada de forma mais standard, mas Coppola esteticamente é primoroso e nos faz até esquecer a história com o "baile" de imagens que lembram Lynch.

Após a uma hora e meia de filme, aparece a Carmen Maura... sem os apelas Almodovarianos, insultada por Vincent Galo... um bad boy ressentido com seu passado, que o torna no presente um outsider em Buenos Aires.

A partir disso, o filme ganha um baile de imagens mais confuso ainda, acompanhando o caos da história. Interessante.

A amargura de Galo e de seu "irmão" toma conta da tela de forma insana, mostrando a decadência familiar e descobertas depois de tantos anos ... roteiro tradicional, novamente dizendo, caso não fosse a forma peculiar de Coppola em retratá-la.

Confiram, vale a pena!

Tantas coisas para um só post, rs.



Estou escutando Uberlin do R.E.M. enquanto escreve este post.
Tarde de domingo lendo a biografia do fotógrafo S&M Robert Mapelthorpe e comendo um pedacinho de brownie...
Resolvi assistir "Tetro" do Coppola. Ontem tentei, mas hoje é que virou.
Mais tarde na tv a cabo o filme "O amor não tira férias". Já vi, revi e gosto de revê-lo pois é revigorante.

2 coisas que gosto nele, o diálogo entre Iris e o roteirista onde ele comenta que personagem ela seria no cinema, protagonista ou a melhor amiga? A protagonista... um gentleman.

A segunda coisa, hoje não me é tão cabível ter visto... Eu em um comportamento feminino de praxe nesse momento, vi o diálogo de Amanda e Graham onde eles discutem ter se apaixonado e não serem do mesmo lugar...

É, as coisas parecem nos peitar nos momentos mais intrigantes...

Bora escutar REM...rs.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Oscar e a perda de tempo em lamentar a indústria cinematográfica atual



Foi-se o tempo em que perdia o meu tempo lamentando ou não os ganhadores e filmes concorrentes ao Oscar.
Hoje vejo os melhores momentos no dia seguinte e me divirto com os absurdos ou as boas surpresas.
Este ano foi previsível até e fiquei muito feliz com a Portman ter ganhado e o Colin Firth também.
Tirando isso, há uma série de filmes deliciosos pela cidade para ver e que nem chegam a concorrer.

O Oscar hoje significa pra mim o lugar comum do cinema.
Há muito mais para descobrir, experimentar. Outros cinemas intrigantes que nem chegam até lá e batem qualquer filme concorrente ao prêmio.

Viva a sétima arte sempre, com ou sem a estatueta acima!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Vastas emoções e pensamentos imperfeitos, Thom Yorke e o medo da crítica especializada



Sempre gostei desse título do livro do Ruben Fonseca, mas nem é dele que quero falar agora.
9 da manhã de sábado. Acordo vendo Scooby Doo.
Tenho a sorte de em um momento de transição ser tão amada e ter o "King of the Limbs" do Radiohead lançado.
Interessante ver como o Thom Yorke não tem medo de ser ele mesmo, de pesquisar, inovar e fazer música do jeito que sabe. Nada mais.
A crítica especializada, a procura de novos nomes para dizer que nada mais é bom do que os tais, e ele aparece com algo que nínguém entende, faz cara de ué e é tão gostoso de ouvir e sentir. Outras bandas perderam o tino, a crítica deseja o mesmo do cara. Uma pena não aproveitar o que é bom e relaxar. É o que deveríamos fazer sempre, acho eu.
Ele é feio, estranho e expõe-se a um close dançando. Corajoso.
O disco tem 8 faixas, breve e certo do que diz, diferentemente do Hail to the thief, do qual acho que só cantou There, there no Brasil.
O disco me empolga durante a última semana de fevereiro.
A casa está vazia, todos fora e estou na sobra de um etílico de sexta-feira. A cabeça não dói, ainda bem.

Aproveitar o que é bom. Sou cética, mas não desorientada o suficiente para não entender.

A manhã já arde ensolarada e há muito o que fazer.
A coragem virá no decorrer do dia, por enquanto ainda não.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Shame, Shame, Shame




Me sinto nua,
Em plena praça pública
Como se todos apontassem pra mim
Acusando-me de boba,
tonta,
ingênua,
Como se ou o céu ou a terra pudesse me engolir a qualquer momento,
Mas só de pirraça não o fazem...

Eles continuam rindo
Ninguém pode ser capaz de me estender a mão e dizer algo que amenize a dor

A voz continua a ecoar
Shame, Shame, Shame...

Os dias passam arrastando-se e nada, absolutamente nada acontece

Todo o mar, os poucos arranha-céus, as pontes e os carinhos evaporaram-se
O calor que antes era suportável, agora me sufoca,
A chuva não consegue levar a dor,
As palavas não conseguem levar a dor,
Os abraços não conseguem levar a dor,
E a dor não consegue ser simplesmente dor,

A profundidade da ferida é cutucada por todos
Em alguns momentos ela simplesmente existe, mas durante os dias, sangra

Ter vergonha de ter sido você mesma não pode ser suportável quando você acredita que jamais poderá sê-lo novamente.

Para onde olho há vestígios dos dias felizes
Da voz serena
Da certeza da calmaria
E a felicidade do encontro definitivo

Vergonha da minha ingenuidade
De ser vítima de mim mesma.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aqui



Estou no 11 andar de um prédio na Vergueiro.
Observo a cidade que se move, os carros, o trânsito, os arranha-céus.
Acendo um cigarro que me conforta. Vendo o no início sinto que tenho um tempinho pra mim.
Bem a minha frente vejo um prédio com uma tv ligada. Me esforço pra ver o que passa na tv, mas está longe, não consigo.
Sem querer passo a mão no meu corpo, mais especificamente em minhas nádegas... a calça está frouxa...sinto-me mais magra. Sorrio, parece engraçado, ao menos um pouco.

A cidade toda se move e a observo, parada, esperando uma atitude minha, mas não consigo.
Tudo parece ter escorrido das mãos sem que eu pudesse estender a mão e puxar. Procuro pensar que deve ser normal e tento esboçar um sorriso que quase sai ou quase fica.

Não sei se é tristeza ou desalento. Acho que talvez seja desorientação.
O metrô parece cheio, são 18h39. Nem penso em entrar nele.

Continuo a observar o movimento, o cigarro está acabando e tento bolar um plano para entrar para o escritório e fazer o que é necessário. Planos... planos... essa palavra não me incomoda, mas me pede algo que não posso dar agora.

Dias, meses, anos... quanto tempo isso durará.
Deveríamos acordar depois das incertezas passarem, mas como fazer isso?

Saber talvez não seja bom, a ignorância neste momento é a palavra de ordem. Saber é perigoso, explicações são perigosas. A fragilidade que tenho em mim hoje não permite tal atitude.

Atitude...
Tudo parece pedir-me algo que não sei como dar.

Dar...
Ceder
Sentir
Proporcionar

Tudo muito lindo, mas uma vez feito, não temos como voltar atrás.

Voltar atrás.
Como?

?



Saudades de quando era menina e escrevia por horas em cadernos sobre como me sentia... hoje as coisas estão mudadas. Coisa de menina? Claro que não...rs...

Escrever expurga, alimenta, ñão nos deixa sufocar.
Em momentos como este alivia. É disso que preciso, alivio.
Planos, coração, horizontes... tudo abaixo, sem chance de estender a mão ou perguntar o por que?
O ser humano é assim... ora por medo, ora por comodismo, ou qq outra coisa.
Acho que nunca tive medo de nada, a não ser de filmes de terror e assombração.
Tive que aprender a bater de frente sempre, mas tem horas em que é impossível, pois não depende só de nós. Infelizmente.
Gostaria de alimentar o mundo com a minha fé.
Fazer as pessoas acreditarem que são boas e que é a vida quem as corrompe.
Acho que sou ingênua. Na realidade não é assim que a coisa acontece.
O legal é que acho que sou uma mulher de palavra. Rogo, assino, mantenho e luto. E tenho um orgulho danado de ser assim, mas as pessoas não tem de ser como eu e é isso que preciso entender.

Foi-se um sonho, uma realidade absurdamente bonita. De um frescor inenarrável, um sorriso perpétuo, mesmo nos momentos difíceis.

Não sei.
Mesmo.
Nem o que pensar ou como será a vida daqui por diante.
Não que nós entreguemos a vida em mãos alheias, mas sim partilhamos o melhor de nós com a felicidade e ingenuidade que a felicidade trás. E eu lá quero saber ou me preocupar quando tudo está bem? Eu quero é trabalhar para que seja sempre assim, de grande união, mesmo nos momentos de dificuldades.

Sempre dizem que juntos é mais fácil e sempre concordei.

2011... sei lá o que vc pretende pra mim.
Só não me bata mais, pq estou cansada de apanhar... juro, de verdade.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pra vc

Você foi a melhor coisa que me aconteceu em 2010.
Não falarei mais sobre esse ano, mas você marcou, justamente em um momento em que nada parecia poder marcar.
Mudança de lar, de trabalho, o amor distante e a falta de chão e 13 salário.
Foi aí que resolvi presentear meu amor e meu irmão com o seu livro.
Sou sua pseudo fã há muito tempo, mas a velocidade das coisas não me permitiu te investigar melhor.
Sim, roubei o livro do meu irmão e mergulhei no seu universo.

Ah mulher, como você me fez e faz feliz hoje e tenho honra de ser mulher por pessoas como você.
Não sei bem ainda se gostaria de ter vivido a sua época (anos 60/70), onde respirar arte era vital e era um alimento para quase tudo, mas sinto falta dessa pureza hoje. Me sinto até uma tonta dizendo isso.
Em um mundo onde só existem organizações para lucro, faculdades formando pensamentos mercenários, mulheres fruta e celebridades instantâneas (ou seja, sem conteúdo algum) eu me sinto uma tonta em sonhar.
A poesia, a arte, a literatura e o rock foram tantas vezes o seu alimento, e eu aqui me preocupando em me projetar mercaológicamente.

Outros tempos, que pena.

A pureza do seu amor pelo Robert e tudo o que atravessou seu caminho... nada a fez embrutecer.







Obrigada Patti.

2011?

De um dia pro outro tudo tem que mudar.
Vc tem que ser proativo, esperançoso, feliz e ser uma pessoa de fé.
Há quantos anos você faz isso?

Ok não que deva ser diferente, mas isso cansa... de verdade.
2010 foi um ano de solavancos, e 2011 em poucos dias não mostrou nada ainda, exceto a posse da Dilma (Oh Dilma, salve esse ano e mostre que uma mulher pode governar um país, senão estamos fodidas...rs...).

Sorrir não foi meu forte em 2010, e aos poucos vou deixando ele pra trás.
Não posso deixar de ser confiante, caso contrário nem levanto da cama de manhã.

Transições não são boas para os taurinos, que são pé no chão e não se permitem muitos devaneios, mas são sonhadores, isso são. Desejam e batalham por uma vida melhor todo dia, mas ando meio cansada de ser otimista...

2011 tô aí, mas pro que der e vier não, estou pra vencer... pois "só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder".