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quinta-feira, 23 de junho de 2011

O troféu de François Ozon


Tanta coisa muda com a velocidade da informação, mas muda-se com o crivo que se deseja. Para a minha felicidade o cinema de François Ozon só me surpreende e encanta.
Em "Potiche" a esposa troféu, ele consegue extrair do ícone do cinema Catherine Deneuvetão cheia de glamour que a história do cinema insiste em promover, uma Deneuve, simples, arrojada e que surpreende. 
Em sua passagem pelo Brasil ela mostra a aversão pelo aspecto celebridade que desponta cada vez mais como tendência de mídia. Não, ela nunca precisou disso e nem nunca precisará, e não por sua "Belle de Jour" como se insiste em falar, mas por tantos outros papéis como em "O último Metrô" de Truffaut ou "Fome de Viver" de Tony Scott.


Um filme leve, cômico e que mostra o quanto a mulher pode se superar mesmo estando em um casamento de anos, esquecendo de si mesma...A presença de Fabrice Luchini e Gérard Depardieu torna toda a trama uma briga que surpreende a cada cena. 


Em uma noite de feriado onde nada parece ter abalado a estrutura caótica da noite de São Paulo, ou seja, nem parece que esta quinta-feira de Corpus Christi foi feriado, ir ao Espaço Unibanco de Cinema trouxe um brilho e felicidade com gosto de bons tempos até de Mostra de Cinema. Sim, o ambiente em que se assiste ao filme conta e muito. Cineclubes X Cinemarks e afins... grande diferença de comportamento, público e interesses.


Passeada pela Bella Paulista, Livraria Cultura... 


PS: E a tipografia 70's do filme? E a trilha Kitsch? Demais!


Sim, estou viva e feliz por isso. O cinema faz parte de tudo o que me faz bem.



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