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quarta-feira, 8 de junho de 2011

O céu pode esperar

É intrigante perceber como as relações humanas caminham, cada um avaliando seus propósitos, sucumbindo dores, avaliando terrenos a se pisar e limpando-se de seus erros posicionando-se como vítima de destinos ou situações... ledo engano. A vida está aí e o livre arbítrio também.

São as escolhas que mediam sua vida para pior ou para melhor. E folgo em dizer que não há cafés, deslilados e bons amigos que tirem essa carga. A vida é como um espelho... se você não deseja enxergar a verdade e foge dele, alguma hora terá de ficar na sua frente e enxergar as coisas que não deram certo ou seus erros.

Assim como na vida familiar e profissional, são os amores.
Não podemos optar pelo sentimento do outro... só ele pode saber o que quer, seus limites, o que quer para a sua história, e não se engane, em algum momento, mesmo que depois de vinte anos juntos essa condição aparecerá e não ha nada, nada a fazer se ele ou ela quiser partir pra sempre.

O pra sempre é muito tempo, muitos dizem. Mas a espera é mais longa do que o pra sempre, portanto estar na vida de alguém nunca será pra sempre, como a vida não é.

O mais interessante a fazer é ser verdadeiro consigo mesmo. Não pular etapas, enxergar-se mesmo no espelho, assim os problemas a resolver não serão maiores lá na frente, seja essa frente próxima ou não.

Há que se ter planos B, satisfações próprias, saber conviver consigo mesmo, até porque você não é o relacionamento, e sim parte dele. Você veio antes de tudo isso.

Canções, entre outras coisas de seu repertório partilhadas com o outro não devem ser deixados de lado. Eles existiam antes de estarem juntos.

Dica? Seja você, saiba que nasceu e morrerá só. Seja verdadeiro e batalhe pelo que acredita. Caso nada disso surta efeito, viva com o que lhe é dado, avalie soluções e principalmente, não se dê a toa a quem você não acredita. Se você tem mais de 30 anos, sabe que o açougue está repleto de carne barata pendurada. Você deseja ser mais uma?

Não procure apenas os prazeres de forma aleatória, como para bastar sua solidão.
Ainda há dias, horas, minutos para se viver, e as decisões que tomar acabarão por interferir naquelas noites que deveriam ser de sono tranquilo e não de olhares para o teto procurando uma saída, por infortúnios causados por si mesmo.

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