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domingo, 6 de março de 2011

A amargura e a prima estética de Coppola em "Tetro"



Lembra " O selvagem da Motocicleta" as vezes, mas a maturidade estética das imagens ora lembra Antonioni, ora Lynch com suas atmosferas perturbadoras.
Assim para mim foi assistir "Tetro" no cair da tarde deste domingo.
O filme ganha corpo real depois de uma hora e meia que está acontecendo. A história poderia ter sido filmada de forma mais standard, mas Coppola esteticamente é primoroso e nos faz até esquecer a história com o "baile" de imagens que lembram Lynch.

Após a uma hora e meia de filme, aparece a Carmen Maura... sem os apelas Almodovarianos, insultada por Vincent Galo... um bad boy ressentido com seu passado, que o torna no presente um outsider em Buenos Aires.

A partir disso, o filme ganha um baile de imagens mais confuso ainda, acompanhando o caos da história. Interessante.

A amargura de Galo e de seu "irmão" toma conta da tela de forma insana, mostrando a decadência familiar e descobertas depois de tantos anos ... roteiro tradicional, novamente dizendo, caso não fosse a forma peculiar de Coppola em retratá-la.

Confiram, vale a pena!

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