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sexta-feira, 25 de março de 2011

O cinema ou a indústria do entretenimento realmente triunfa nos dias de hoje, ou seriam as séries de TV para os bons atores?

Acabo de rever "A Lenda do Pianista do Mar" de Giuseppe Tornatore. Sim, a frase anterior tem um ponto final depois de Tornatore porque não há nada, absolutamente nada de irrepreensível neste filme a não ser o fato de o ator Tim Roth não ter conhecido papéis de tão mais impacto e lirismo como este dentro da indústria cinematográfica. Podemos citar por certo, "Cães de Aluguel" de Tarantino ou "The Hit" (início de sua carreira) de Stephen Frears, mas nenhum deles tem a sensibilidade de 1900, seu personagem. E onde ele está? Em "Lie to me"? O que faz atores como ele, Alfred Molina, Mark Harmmond, Glen Close, Vincent D'Onofrio, Peter Coyote, Patricia Arquette, ícones dos anos 80 e 90 no cinema, estarem hoje em séries de tv e não em lugares de destaque em filmes? Por que Jeremy Irons, Anthony Hopkins, John Malkovitch e tantos outros não migraram para este nicho, ou porque Charlie Sheen ganhou tanto dinheiro com "Two and the half man" sendo ele mesmo, promovendo aos olhos do grande público sua decadência como ator e pessoa?


Posso aqui fazer algumas conjeturas a respeito do assunto.
Acompanho séries há algum tempo na tv aberta e a cabo e vejo que esse fenômeno tende a crescer.
Aparentemente não há espaço para suas atuações... enquanto atores como Matt Dammon, Russel Crowe, Gerard Butler, Daniel Craig e o incansável e endividado Nicholas Cage se revezam entre filmes e também os novos atores que ganham espaço em filmes que privilegiam mais histórias do que grandes atuações.
Hoje, os efeitos especiais tomam conta das telas, a violência, terrorismos, o fim do mundo e as comédias em demasia (como a interminável "American Pie") ganham as salas de cinema impressionando os espectadores tornando os atores meros coadjuvantes e não peças de grande importância, como outrora com Richard Burton, Alain Delon, Vittorio Gasmann, Frank Sinatra, Humphrey Bogart, James Stewart. As grandes performances foram abandonadas em função das celebridades (instantâneas ou não) e efeitos especiais.


O que lhes restou foi ganhar dinheiro como destaques, participações especiais ou papéis fixos em séries de tv
como o os Law & Orders: Alfred Molina, Peter Coyote e Vincent D'Onofrio, NCIS com Mark Hammond, Damages com Glen Close, Patricia Arquette com Medium.


Há os que caminharam diferentemente nesta maré e conseguiram grande destaque em séries sem nem mais necessitar preocupar-se com o cinema de tão populares que ficaram, mas já no cinema são um fiasco como Hugh Laurie com "House" ou vocês não se lembram de Stuart Litte, Razão e Sensibilidade e James Gandolfini com "The Sopranos", e poucos que poderia dar destaque aqui... Sally Field que já teve tantos papéis de importância no cinema, hoje é produtora executiva de "Brothers and Sisters", acredito que fazendo quase que um papel de si mesma, Jim Belushi não consegue mais papéis e então transita entre os "Accord to Jim" e o recente "The deffenders".


Há os atores que as séries "matam" como James Van Der Beek com "Dawsons Creek" e atores que conseguem por fim desligar-se de uma série que o marcou como Joshua Jackson em "Fringe", mas estes não aparentam conseguir alguma projeção de destaque cinematográfico.


John Noble aparece como destaque em "Fringe" como o Dr. Walter Bishop, papel de grande importância que privilegia sua atuação. 

No mais percebe-se o descaso com grandes talentos para a indústria cinematográfica, que preza mais fazer dinheiro e entertainers do que grandes interpretações.

Não faço aqui uma apologia a época áurea do cinema, pois há tantos outros talentos europeus dos quais não comentei como Sergio Castellitto, Daniel Auteuil, Sergi Lopez, e tantos outros.

Já que não lhes resta um lugar de destaque no cinema, que consigam viver dignamente nas séries de tv e fazerem suas aposentadorias.

Sabemos que estes atores aparecem vez ou outra em algum papel no cinema como um vilão de quadrinhos, em Harry Potters... mas convenhamos...

Uma pena. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Still



Ainda converso contigo.
Saio, vejo novas pessoas, novos e velhos amigos, mas no regresso ou quando me encontro sozinha ainda teço longas conversas me recordando de quem você foi pra mim e me recordo da mulher feliz que fui.

Hoje encontro poucos traços daquela mulher doce, que permitiu-se ser delicada, abraçando projeções (interessante a expressão) que acreditava serem certeiras, absolutamente concretizáveis pela primeira vez e viu tudo ruir com a realidade de que ninguém, absolutamente ninguém e perfeito e nada é certo nesta vida.

Ainha há pouco, no banho, me recordei daquela brega canção de amor de Lionel Ritchie dos anos 80, "Still". Dei risada embaixo do chuveiro tentando compreender o por que desse insight risível e de ainda pensar em nós.

Nessas conversas que tenho contigo vejo que não amei alguém que conhecia (difícil isso acontecer, pois nem sequer nos conhecemos toda uma vida) e que neste momento não somos mais os mesmos, portanto nada do que eu diga a você, você entenderá. Estou a léguas de distância de você fisicamente, de quem fomos, de quem somos e de quem sou hoje.

Esbarro ainda na beleza de detalhes. Tenho uma memória auditiva, visual e olfativa muito forte e lembro de trejeitos seus, sons que emitia com frequência e de seu cheiro... Dói , e a dor é profunda nessas horas. Despisto, converso, leio e a cadência diminui.

Interessante como "saber" nos torna inacessíveis para nós mesmos e para o mundo.
Entender Bahktin, ouvir jazz ou qualquer tipo de música pouco acessível e amar Abbas Kiarostami não me tornou uma pessoa melhor. Me distanciei da sociedade, dos mortais, daqueles que apenas vivem e se deixam viver. Não consigo me relacionar com pessoas "normais" e esse aspecto meu me irrita. Poderia gostar de algo popular, tomar a pior cerveja e ler livros de auto ajuda... talvez fosse mais feliz.

Irrita-me os últimos posts deste blog, onde ora me dilacero e ora tento despistar a dor com posts culturais em busca de voltar ao cotidiano necessário. 

Não me sinto de fato infeliz, sinto apenas que infelizmente embruteci como pessoa e que grande parte da sensibilidade despertada por você em mim, que era o que classifiquei como o último suspiro dessa possibilidade, foi-se com a sua decisão em partir.

Você partiu, naturalmente como uma planta que nasce, floresce e morre - ou como a ordem natural das coisas para tudo nessa vida. Difícil é ter provado de algo tão belo e intenso e sentir que nada do que se possa fazer trará esse frescor novamente.

Há um tempo para tudo nesta vida, acreditamos... mas o que ficou pelo caminho nos faz perder a inocência outrora vivida e essa jamais é recuperada, nem se quisermos.

Segue para o universo essa dor que ora comparece, ora se alivia com as perspectivas de algo que nem sei bem o que é, mas me faz viva enquanto eu possa viver.

Há dois dias tento escrever um post sobre o Vincent D´Onofrio, ator que gosto e aprecio muito suas performances em "A Cela", "Feliz Coincidência" e "Law&Order - Criminal Intent". A inspiração veio e se foi com o cair da noite.

Tudo passa?

quarta-feira, 16 de março de 2011

O litio nosso de cada dia


Pra mim o litio está nas coisas que gosto. O cinema, a cultura, os grandes amigos as possibilidades e sempre estar ávida por informação.

Tem momentos em que tudo precisa mudar e não tenho medo de mudanças.

Tem pessoas em nossas vidas que nos fazem favores que não podemos entender em um primeiro momento.
Legal, to sacando que foi muuuito bom.

beijocas pra mim e pra tudo o que é bom! hihihi!

terça-feira, 8 de março de 2011

Little Trouble Girl - a música da noite de hoje.


If you want me to I will be the one

That is always good and you'll love me too
But you'll never know what I feel inside
That I'm really bad, little trouble girl

Remember mother? We were close.
Very, very close.
You taught me how to feel good
Flirt and laugh, be understood
Curl my hair and eyelash
Pinch my cheeks and do my lips
Swing my hips just like you
Smile and behave
A circle of perfection, it's what you gave
Then one day I met a guy
He stole my heart, no alibi
He said "Romance is a ticket to paradise"
Mama, I'm not too young to try
We kissed, we hugged
We were close. Very, very close.
We danced in the sand
And the water rose, higher and higher
Until I found myself floating in the sky
I'm sorry mother, I'd rather fight than have to lie

If you want me to, I will be the one
That is always good, and you'll love me too
But you'll never know what I feel inside
That I'm really bad, little trouble girl
Little trouble girl [backup vocals repeat x10]
Cross my heart and hope to die
I can not tell a lie

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ainda é estranho...



Ainda é difícil acordar todas as manhãs e compreender...
Apesar de estar distante, acordava inspirada pelos momentos vividos e ainda pelos que viriam. O sorriso era fácil e os sonhos muitos.
Não sou de desistir do que quero e acredito, mas não posso interromper os processos que não me pertencem, apesar de muitas vezes desejar contato e me prontificar a ajudar no que for preciso.

Sei que todos temos momentos difíceis e dificuldades e que apoio nos faltam pelo fato da não compreensão alheia. Nos sentimos sozinhos, pois é fácil pular fora quando os outros precisam.

Eu até que gostaria, mas não acho que deveria, pois seria interpretada erroneamente.

Sinto muita saudade da linda história, de cada detalhe vivido que ainda é extremamente vivo em minha memória. Das pequenas coisas tão marcantes, do cheiro, da presença tão leve e tranquila.

As imagens me aparecem fortemente cada vez que acordo e sinto profundamente ter que batalhar para me livrar delas. Acho injusto, mas me esforço.

Rogo para que as manhãs de esquecimento venham, para que possa sorrir e ter esperanças novamente de dias melhores e um amor maior.

domingo, 6 de março de 2011

and...

As histórias de amor são intrigantes sempre.
As discussões de relações nos filmes hollywoodianos tem hoje um grande espaço tendo sempre um grande público que se identifica com elas.
As minhas nunca foram óbvias, aliás detesto histórias de amor óbvias... mas suas formas de término sempre o são. (folga para as risadas).

Encontrar-se com alguém por via redes sociais sem querer, viajar para conhecer, fazer planos, construir um vocabulário juntos, escutar músicas não tão comuns, falar sobre assuntos não tão comuns...

Lembro-me de uma canção com a qual transaríamos e nunca o fizemos.

Lembro-me ainda de dançar Alan Parsons juntos no escuro do quarto... um pedido online que se transportou para o real.

O calor da pele, os sorrisos francos, as séries de tv, as fotos de enlace... tudo tão real.

Interessante com as pessoas tornam-se desinteressantes para outras com o tempo.

Será a velocidade dos relacionamentos?

A falta de paciência para com a história do outro ou com a sua própria?

Ou tudo que é sólido desmancha no ar?

O sentimento de perda é Hour Concour, pro-forma ou Status Quo para essas situações?

Acho que nunca saberemos como nos comportarmos nessas situações, por mais que a vida pareça insistir em nos preparar para as tais.

O que nos resta é a ignorância para com  o outro, pois "não saber" parece-nos palavra de ordem para continuar.

Que venha o futuro e suas surpresas.

A amargura e a prima estética de Coppola em "Tetro"



Lembra " O selvagem da Motocicleta" as vezes, mas a maturidade estética das imagens ora lembra Antonioni, ora Lynch com suas atmosferas perturbadoras.
Assim para mim foi assistir "Tetro" no cair da tarde deste domingo.
O filme ganha corpo real depois de uma hora e meia que está acontecendo. A história poderia ter sido filmada de forma mais standard, mas Coppola esteticamente é primoroso e nos faz até esquecer a história com o "baile" de imagens que lembram Lynch.

Após a uma hora e meia de filme, aparece a Carmen Maura... sem os apelas Almodovarianos, insultada por Vincent Galo... um bad boy ressentido com seu passado, que o torna no presente um outsider em Buenos Aires.

A partir disso, o filme ganha um baile de imagens mais confuso ainda, acompanhando o caos da história. Interessante.

A amargura de Galo e de seu "irmão" toma conta da tela de forma insana, mostrando a decadência familiar e descobertas depois de tantos anos ... roteiro tradicional, novamente dizendo, caso não fosse a forma peculiar de Coppola em retratá-la.

Confiram, vale a pena!

Tantas coisas para um só post, rs.



Estou escutando Uberlin do R.E.M. enquanto escreve este post.
Tarde de domingo lendo a biografia do fotógrafo S&M Robert Mapelthorpe e comendo um pedacinho de brownie...
Resolvi assistir "Tetro" do Coppola. Ontem tentei, mas hoje é que virou.
Mais tarde na tv a cabo o filme "O amor não tira férias". Já vi, revi e gosto de revê-lo pois é revigorante.

2 coisas que gosto nele, o diálogo entre Iris e o roteirista onde ele comenta que personagem ela seria no cinema, protagonista ou a melhor amiga? A protagonista... um gentleman.

A segunda coisa, hoje não me é tão cabível ter visto... Eu em um comportamento feminino de praxe nesse momento, vi o diálogo de Amanda e Graham onde eles discutem ter se apaixonado e não serem do mesmo lugar...

É, as coisas parecem nos peitar nos momentos mais intrigantes...

Bora escutar REM...rs.