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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em uma antiga manhã




Eram as pálpebras que sentiam a neblina naquela manhã fria.
Os olhos percorriam a pele ora para a esquerda, ora para a direita titubeando, sem a coragem de ver ou quiçá enxergar.
A pele da alma
A lágrima que se recusa a descer
O veneno que se sabe, mas não se conhece

Na boca o gosto cru de algo que se tem na memória, ou seja, o gosto já não pode ser mais o mesmo.
sabe-se que há luz
Os olhos continuam a se recusar a abrir e nem se sabe o porque.

Sentia o cheiro da chuva, as botas pesadas e nas costas os pesares
estendeu a mão... o orvalho descia pelas mãos

Sorriu
emudeceu como se algum dia tivesse falado


abriu os olhos
e tudo, absolutamente tudo perdeu a graça.

3 comentários:

Beatriz Cardenete disse...

Que texto bonito! Muitas vezes é isso mesmo que acontece, uma magia que está apenas nos nossos sentimentos e sensações, uma magia que aliás é muito difícil de ser explicada!

Aliás, estou seguindo seu blog!

Bia Cardenete (magialuscofusco,blogspot.com)

Geruza Panossian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Si Cavalcanti disse...

merci, meninas!!!!