Seguidores

sábado, 26 de janeiro de 2013

As janelas, a sofreguidão e os sentidos



Só sei que havia janelas, cortinas e era noite, mais nada, ou quase tudo. É assim que me recordo.
O ar tomado por informações, verborragia e muitos motivos para o delírio. Sofreguidão talvez seja a palavra mais próxima, ainda que não deseje nomenclaturas ideais.
A dor de ser mais de um em um só, dor que se confunde com prazer e causa sorrisos bons até o amanhecer.
Não se observa janelas, nem se é dia, nem se é noite, nem adjetivos que objetivem beleza ou o seu antônimo.
Procura-se sentido depois do desvario, mas é justamente dele que nos esquecemos e sim usamos o tal sinônimo - os sentidos... das melhores, ainda que dolorosas formas - dolorosas que causam sorrisos...
Abre-se a porta e tudo se esvai por terra, assim como tudo que pede para não sermos o que desejamos, mas o tal sorriso é esboçado quase que esgueirando-se, para fingirmos até para nós mesmos que as janelas, as cortinas e a noite não tenham existido.
Ainda tenta-se lembrar das cores das janelas, mesmo estando todos os dias em frente a elas.

Nenhum comentário: