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sábado, 5 de maio de 2012
Eco
O poema não deseja nem requer pausa,
Ele desafia as leis do tempo, da distância como se atemporalmente contaminasse ou absorvesse - o que, como, não sei.
Não se sabe se assim continuará, mas ele procura nos cantos mais minuciosos nossos o que ele deseja explicitar... Ele incomoda, fere, cutuca, toca e nos toma de assalto como um susto de algo bom ou ruim.
Assim ele continua, sem pausa, sem dividas consigo ou com ninguém.
A vida corre, e tudo o que a adentra é visceralmente tratado por ele.
Ele nos observa à espreita, nos ferve em graus imensuráveis e nos consome com seu instinto sem precedentes.
Nos socorre nas horas de aflição, unindo a mente e as mãos como sábias condutoras em momentos de angústia.
O poema é o eco do sentimento
Nos fazendo atravessar a vida de pés descalços, ora na areia fofa de uma praia e ora por cacos de vidro nos dilacerando.
Venha, me atropele, me sugue, leve de mim o que não consigo nem dizer a mim mesma, agora ou em outro qualquer momento; me ponha em contato com essa singularidade possivelmente enxergada por todos e mal compreendida por mim mesma; leve-me pra longe daqui, pra onde desejas, mas para longe...
Me ponha em contato com o que não vi, com o que anseio de qualquer coisa que eu não saiba, e que só você poderá me levar...
Braços humanos são traiçoeiros, retóricos, erráticos... os seus me ferem tão diferentemente do que o que é de carne e osso...
Quero sentir-te perto,
eloquente,
visceral,
contagiante,
como me desejo ora sim, ora não
Irremediavelmente viva.
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