A tv no mute
O coração no mute
Apenas as mãos falam
A ordem natural das coisas acontece assim e não há nada de mau nisso.
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
certezas
As noites tinham um sabor de angústia, mesmo antes de acontecerem... Eram "caíres de tarde" fatídicos e cheios de questionamentos infindáveis.
Em alguns momentos a solidão parecia tomar conta do ar e respirar inspirava solidão.
Depois de um tempo, um cansaço foi tomando conta desse cansaço e a angústia foi se enchendo de se angustiar, como se olhar no espelho vendo a mesma face de cansaço lhe trouxesse a sensação de raiva do processo.
Foi então que deixar fluir foi o único jeito de ser.
As noites foram chegando mais cansadas com outros propósitos... e sem conseguir administrar pensamentos. A felicidade disso trouxe um sabor diferente a estas.
Certeza não se tem de nada na vida, mas sentir, o exato momento de sentir, traz as vezes a certeza de algo. Conhecer-se talvez traga isso ou a vontade extrema de um oposto ao que existe naquele momento.
Sonhos existem, mas a realidade é o lugar dos acontecimentos.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
O troféu de François Ozon
Tanta coisa muda com a velocidade da informação, mas muda-se com o crivo que se deseja. Para a minha felicidade o cinema de François Ozon só me surpreende e encanta.
Em "Potiche" a esposa troféu, ele consegue extrair do ícone do cinema Catherine Deneuve, tão cheia de glamour que a história do cinema insiste em promover, uma Deneuve, simples, arrojada e que surpreende.
Em sua passagem pelo Brasil ela mostra a aversão pelo aspecto celebridade que desponta cada vez mais como tendência de mídia. Não, ela nunca precisou disso e nem nunca precisará, e não por sua "Belle de Jour" como se insiste em falar, mas por tantos outros papéis como em "O último Metrô" de Truffaut ou "Fome de Viver" de Tony Scott.
Um filme leve, cômico e que mostra o quanto a mulher pode se superar mesmo estando em um casamento de anos, esquecendo de si mesma...A presença de Fabrice Luchini e Gérard Depardieu torna toda a trama uma briga que surpreende a cada cena.
Em uma noite de feriado onde nada parece ter abalado a estrutura caótica da noite de São Paulo, ou seja, nem parece que esta quinta-feira de Corpus Christi foi feriado, ir ao Espaço Unibanco de Cinema trouxe um brilho e felicidade com gosto de bons tempos até de Mostra de Cinema. Sim, o ambiente em que se assiste ao filme conta e muito. Cineclubes X Cinemarks e afins... grande diferença de comportamento, público e interesses.
Passeada pela Bella Paulista, Livraria Cultura...
PS: E a tipografia 70's do filme? E a trilha Kitsch? Demais!
Sim, estou viva e feliz por isso. O cinema faz parte de tudo o que me faz bem.
sábado, 18 de junho de 2011
O ódio
Fala-se de amor e de tudo de melhor que o cerca. A real é que ele não move montanhas, mesmo. Ou seria outra coisa que move montanhas como diz o ditado? Já nem me lembro.
Não sei se é pra rir, desencanar, chorar, mas o ódio faz a montanha se mover.
Ele o torna reticente, incrédulo, ensimesmado, mas a energia que toma conta de si faz com que a tal montanha se mova.
Quando se faz de tudo para que as coisas andem sendo bom, cauteloso, cuidadoso e nada disso fez diferença só resta seguir e petrificar o que antes parecia ser um local de ternura e conforto. Aquilo que parecia aconchegante, quente, reconfortante pode sim virar uma pedra e não há nada de mau nisso.
Aprende-se com a vida que você não pode dar jeito no mundo, mesmo abrindo o seu coração e dando o melhor de si. Muitas vezes você se encontra em estado de imbecilidade nadando contra a maré.
Difícil? É, como tudo na vida.
Mas dizem que ela é um grande aprendizado.
Pois bem. Sirvam-se dele, pois dos piores remédios, ele, garanto... não é o mais amargo.
terça-feira, 14 de junho de 2011
I'm stranger?
Acho que devo ser estranha mesmo.
Tive um insight de um nome, que me veio à cabeça do nada. Tratava-se de um nome bonito, interessante e com algumas recordações sobre, mas não muitas. Procurei esta pessoa no Facebook. Uma amiga de colégio que achava ser da faculdade de jornalismo... ok.
No decorrer de nossas conversas e posts vejo que fui para um caminho totalmente diferente da geração a qual participei. Elas são casadas, tem alguns filhos, pararam a faculdade, ou nem a fizeram, ou se fizeram não desempenham a profissão. Nem é o caso desta colega, mas de muitas que fiz contato durante esse percurso.
Elas assistem aos programas da tarde na tv. Procuram fazer o almoço para seus maridos, recebem os namorados das filhas e filhos para os almoços e datas festivas, participam das festas e churrascos familiares correndo atrás dos pequenos seus e dos pequenos alheios... e eu?
Eu passo a semana em família, falo com os amigos o tempo todo pelo Facebook, MSN e etc... e às vezes por telefone. Ora os vejo, ora nos falamos por esses recursos. Blogo, posto, comento sobre música, cinema, jogos, moda. Bebo, dou risada, fumo na frente do computador quando posso e às vezes caminho pela casa com o note.
Nas tardes de segunda e sexta leciono em uma escola técnica no curso de comunicação visual. Bons contatos com profissionais e a troca com os alunos que é intensa e produtiva.
A noite me agarro com a minha gatinha, assisto séries de tv, corrijo trabalhos e assim vou.
Será que sou tão estranha assim?
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O céu pode esperar
É intrigante perceber como as relações humanas caminham, cada um avaliando seus propósitos, sucumbindo dores, avaliando terrenos a se pisar e limpando-se de seus erros posicionando-se como vítima de destinos ou situações... ledo engano. A vida está aí e o livre arbítrio também.
São as escolhas que mediam sua vida para pior ou para melhor. E folgo em dizer que não há cafés, deslilados e bons amigos que tirem essa carga. A vida é como um espelho... se você não deseja enxergar a verdade e foge dele, alguma hora terá de ficar na sua frente e enxergar as coisas que não deram certo ou seus erros.
Assim como na vida familiar e profissional, são os amores.
Não podemos optar pelo sentimento do outro... só ele pode saber o que quer, seus limites, o que quer para a sua história, e não se engane, em algum momento, mesmo que depois de vinte anos juntos essa condição aparecerá e não ha nada, nada a fazer se ele ou ela quiser partir pra sempre.
O pra sempre é muito tempo, muitos dizem. Mas a espera é mais longa do que o pra sempre, portanto estar na vida de alguém nunca será pra sempre, como a vida não é.
O mais interessante a fazer é ser verdadeiro consigo mesmo. Não pular etapas, enxergar-se mesmo no espelho, assim os problemas a resolver não serão maiores lá na frente, seja essa frente próxima ou não.
Há que se ter planos B, satisfações próprias, saber conviver consigo mesmo, até porque você não é o relacionamento, e sim parte dele. Você veio antes de tudo isso.
Canções, entre outras coisas de seu repertório partilhadas com o outro não devem ser deixados de lado. Eles existiam antes de estarem juntos.
Dica? Seja você, saiba que nasceu e morrerá só. Seja verdadeiro e batalhe pelo que acredita. Caso nada disso surta efeito, viva com o que lhe é dado, avalie soluções e principalmente, não se dê a toa a quem você não acredita. Se você tem mais de 30 anos, sabe que o açougue está repleto de carne barata pendurada. Você deseja ser mais uma?
Não procure apenas os prazeres de forma aleatória, como para bastar sua solidão.
Ainda há dias, horas, minutos para se viver, e as decisões que tomar acabarão por interferir naquelas noites que deveriam ser de sono tranquilo e não de olhares para o teto procurando uma saída, por infortúnios causados por si mesmo.
São as escolhas que mediam sua vida para pior ou para melhor. E folgo em dizer que não há cafés, deslilados e bons amigos que tirem essa carga. A vida é como um espelho... se você não deseja enxergar a verdade e foge dele, alguma hora terá de ficar na sua frente e enxergar as coisas que não deram certo ou seus erros.
Assim como na vida familiar e profissional, são os amores.
Não podemos optar pelo sentimento do outro... só ele pode saber o que quer, seus limites, o que quer para a sua história, e não se engane, em algum momento, mesmo que depois de vinte anos juntos essa condição aparecerá e não ha nada, nada a fazer se ele ou ela quiser partir pra sempre.
O pra sempre é muito tempo, muitos dizem. Mas a espera é mais longa do que o pra sempre, portanto estar na vida de alguém nunca será pra sempre, como a vida não é.
O mais interessante a fazer é ser verdadeiro consigo mesmo. Não pular etapas, enxergar-se mesmo no espelho, assim os problemas a resolver não serão maiores lá na frente, seja essa frente próxima ou não.
Há que se ter planos B, satisfações próprias, saber conviver consigo mesmo, até porque você não é o relacionamento, e sim parte dele. Você veio antes de tudo isso.
Canções, entre outras coisas de seu repertório partilhadas com o outro não devem ser deixados de lado. Eles existiam antes de estarem juntos.
Dica? Seja você, saiba que nasceu e morrerá só. Seja verdadeiro e batalhe pelo que acredita. Caso nada disso surta efeito, viva com o que lhe é dado, avalie soluções e principalmente, não se dê a toa a quem você não acredita. Se você tem mais de 30 anos, sabe que o açougue está repleto de carne barata pendurada. Você deseja ser mais uma?
Não procure apenas os prazeres de forma aleatória, como para bastar sua solidão.
Ainda há dias, horas, minutos para se viver, e as decisões que tomar acabarão por interferir naquelas noites que deveriam ser de sono tranquilo e não de olhares para o teto procurando uma saída, por infortúnios causados por si mesmo.
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