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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Oscar e a perda de tempo em lamentar a indústria cinematográfica atual



Foi-se o tempo em que perdia o meu tempo lamentando ou não os ganhadores e filmes concorrentes ao Oscar.
Hoje vejo os melhores momentos no dia seguinte e me divirto com os absurdos ou as boas surpresas.
Este ano foi previsível até e fiquei muito feliz com a Portman ter ganhado e o Colin Firth também.
Tirando isso, há uma série de filmes deliciosos pela cidade para ver e que nem chegam a concorrer.

O Oscar hoje significa pra mim o lugar comum do cinema.
Há muito mais para descobrir, experimentar. Outros cinemas intrigantes que nem chegam até lá e batem qualquer filme concorrente ao prêmio.

Viva a sétima arte sempre, com ou sem a estatueta acima!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Vastas emoções e pensamentos imperfeitos, Thom Yorke e o medo da crítica especializada



Sempre gostei desse título do livro do Ruben Fonseca, mas nem é dele que quero falar agora.
9 da manhã de sábado. Acordo vendo Scooby Doo.
Tenho a sorte de em um momento de transição ser tão amada e ter o "King of the Limbs" do Radiohead lançado.
Interessante ver como o Thom Yorke não tem medo de ser ele mesmo, de pesquisar, inovar e fazer música do jeito que sabe. Nada mais.
A crítica especializada, a procura de novos nomes para dizer que nada mais é bom do que os tais, e ele aparece com algo que nínguém entende, faz cara de ué e é tão gostoso de ouvir e sentir. Outras bandas perderam o tino, a crítica deseja o mesmo do cara. Uma pena não aproveitar o que é bom e relaxar. É o que deveríamos fazer sempre, acho eu.
Ele é feio, estranho e expõe-se a um close dançando. Corajoso.
O disco tem 8 faixas, breve e certo do que diz, diferentemente do Hail to the thief, do qual acho que só cantou There, there no Brasil.
O disco me empolga durante a última semana de fevereiro.
A casa está vazia, todos fora e estou na sobra de um etílico de sexta-feira. A cabeça não dói, ainda bem.

Aproveitar o que é bom. Sou cética, mas não desorientada o suficiente para não entender.

A manhã já arde ensolarada e há muito o que fazer.
A coragem virá no decorrer do dia, por enquanto ainda não.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Shame, Shame, Shame




Me sinto nua,
Em plena praça pública
Como se todos apontassem pra mim
Acusando-me de boba,
tonta,
ingênua,
Como se ou o céu ou a terra pudesse me engolir a qualquer momento,
Mas só de pirraça não o fazem...

Eles continuam rindo
Ninguém pode ser capaz de me estender a mão e dizer algo que amenize a dor

A voz continua a ecoar
Shame, Shame, Shame...

Os dias passam arrastando-se e nada, absolutamente nada acontece

Todo o mar, os poucos arranha-céus, as pontes e os carinhos evaporaram-se
O calor que antes era suportável, agora me sufoca,
A chuva não consegue levar a dor,
As palavas não conseguem levar a dor,
Os abraços não conseguem levar a dor,
E a dor não consegue ser simplesmente dor,

A profundidade da ferida é cutucada por todos
Em alguns momentos ela simplesmente existe, mas durante os dias, sangra

Ter vergonha de ter sido você mesma não pode ser suportável quando você acredita que jamais poderá sê-lo novamente.

Para onde olho há vestígios dos dias felizes
Da voz serena
Da certeza da calmaria
E a felicidade do encontro definitivo

Vergonha da minha ingenuidade
De ser vítima de mim mesma.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aqui



Estou no 11 andar de um prédio na Vergueiro.
Observo a cidade que se move, os carros, o trânsito, os arranha-céus.
Acendo um cigarro que me conforta. Vendo o no início sinto que tenho um tempinho pra mim.
Bem a minha frente vejo um prédio com uma tv ligada. Me esforço pra ver o que passa na tv, mas está longe, não consigo.
Sem querer passo a mão no meu corpo, mais especificamente em minhas nádegas... a calça está frouxa...sinto-me mais magra. Sorrio, parece engraçado, ao menos um pouco.

A cidade toda se move e a observo, parada, esperando uma atitude minha, mas não consigo.
Tudo parece ter escorrido das mãos sem que eu pudesse estender a mão e puxar. Procuro pensar que deve ser normal e tento esboçar um sorriso que quase sai ou quase fica.

Não sei se é tristeza ou desalento. Acho que talvez seja desorientação.
O metrô parece cheio, são 18h39. Nem penso em entrar nele.

Continuo a observar o movimento, o cigarro está acabando e tento bolar um plano para entrar para o escritório e fazer o que é necessário. Planos... planos... essa palavra não me incomoda, mas me pede algo que não posso dar agora.

Dias, meses, anos... quanto tempo isso durará.
Deveríamos acordar depois das incertezas passarem, mas como fazer isso?

Saber talvez não seja bom, a ignorância neste momento é a palavra de ordem. Saber é perigoso, explicações são perigosas. A fragilidade que tenho em mim hoje não permite tal atitude.

Atitude...
Tudo parece pedir-me algo que não sei como dar.

Dar...
Ceder
Sentir
Proporcionar

Tudo muito lindo, mas uma vez feito, não temos como voltar atrás.

Voltar atrás.
Como?

?



Saudades de quando era menina e escrevia por horas em cadernos sobre como me sentia... hoje as coisas estão mudadas. Coisa de menina? Claro que não...rs...

Escrever expurga, alimenta, ñão nos deixa sufocar.
Em momentos como este alivia. É disso que preciso, alivio.
Planos, coração, horizontes... tudo abaixo, sem chance de estender a mão ou perguntar o por que?
O ser humano é assim... ora por medo, ora por comodismo, ou qq outra coisa.
Acho que nunca tive medo de nada, a não ser de filmes de terror e assombração.
Tive que aprender a bater de frente sempre, mas tem horas em que é impossível, pois não depende só de nós. Infelizmente.
Gostaria de alimentar o mundo com a minha fé.
Fazer as pessoas acreditarem que são boas e que é a vida quem as corrompe.
Acho que sou ingênua. Na realidade não é assim que a coisa acontece.
O legal é que acho que sou uma mulher de palavra. Rogo, assino, mantenho e luto. E tenho um orgulho danado de ser assim, mas as pessoas não tem de ser como eu e é isso que preciso entender.

Foi-se um sonho, uma realidade absurdamente bonita. De um frescor inenarrável, um sorriso perpétuo, mesmo nos momentos difíceis.

Não sei.
Mesmo.
Nem o que pensar ou como será a vida daqui por diante.
Não que nós entreguemos a vida em mãos alheias, mas sim partilhamos o melhor de nós com a felicidade e ingenuidade que a felicidade trás. E eu lá quero saber ou me preocupar quando tudo está bem? Eu quero é trabalhar para que seja sempre assim, de grande união, mesmo nos momentos de dificuldades.

Sempre dizem que juntos é mais fácil e sempre concordei.

2011... sei lá o que vc pretende pra mim.
Só não me bata mais, pq estou cansada de apanhar... juro, de verdade.