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sábado, 9 de outubro de 2010

Bergman e eu



Na semana em que resolvo retomar o cinema em minha vida, você reaparece, me contando mais sobre você. 
Ganhei "A ilha de Bergman", num momento em que tudo era caos em minha vida. Sequer havia tempo para dormir. Hoje vejo que não vivo sem esse caos, que pra mim é muito produtivo.

O filme em pouco tempo traz esta frase: "O demônio não gosta de ar fresco. Ele gosta que você fique na cama com medo".

Sentei-me no sofá e tive que voltar o filme algumas vezes, pois não poderia, você, de quem estava afastada há algum tempo retratar ou me cutucar de algo que estava tão presente em minha vida neste momento. O ócio, nada criativo, alimentado pela angústia e apatia. O tudo e o nada? Bi polaridade? Talvez. Mas os altos e baixos devastadores sempre foram presentes na minha "história". 

Foi com você, Bergman, que aprendi que para se arrepender não importa a idade, como em "Morangos Silvestres", 

Sobre a dor de ser mulher, estar entre elas e como insandecidamente rejeitar um homem que não desejo em: "Gritos e Sussurros", 

São tantos sabores e dissabores. Assistindo a você falando de si em "A ilha de Bergman" vejo um homem valioso redimindo-se de seus erros, suas tristezas, sua arrogância, sem pudores. 

Você se foi e cá estou com meus fantasmas (prefiro nomear assim, rs). 
Prometo me arejar para não mofar meus pensamentos.

Com amor
Simone



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