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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

As surpresas



Elas nem sempre são boas e, sem perceber podemos aprender muito com elas.
Os sorrisos, as palavras, os gestos, os telefonemas que acontecem do nada nos revelam pessoas boas que se transformam em transtornos e as que imaginávamos ruins em bons presentes.
Meus dias tem sido assim, de altos e baixos, mas os altos confesso que foram boas surpresas.

Há companhias que estão na sua vida por muito tempo e continuam surpreendendo. Pessoas que estão prontas pra longos papos e sempre dispostas a desanuviar situações de forma tão suave que nos deixam sorrisos no rosto como se dessem um "save" no final da conversa.

Costumo ser assim para alguns amigos, mas tenho um que, apesar de nos posicionarmos diferentes em tantos aspectos na vida, sempre que nos encontramos de fato, o papo toma proporções profundas, amplas, e os sorrisos são mais que surpresas, são presentes.

Meu irmão é assim. Sempre me surpreende com longas conversas me elucidando de quem sou e me recordando de tudo o que sei  - isso é mais que um presente.

A janela de seu quarto sempre aberta, um cigarro aceso, boa música e frutíferas palavras me fazem recordar quem sou, de onde vim, minhas vitórias e todo o conhecimento acumulado. Do lado de fora o bosque repleto de árvores, a noite que o cobre, assim como suas palavras de conforto e carinho.

A vida passa, tudo passa, mas você sempre fica.
Obrigada por essa noite e por tantas outras nesses anos passados.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um vinho, o artigo e um repentino bem estar

Parei o artigo um pouco para escutar Lisa Ekdahl, abrir um vinho e fumar um cigarro propicio para essas situações... e fui acometida por um bem estar repentino.

Enquanto rola o SWU, Bienal e outras coisas q ainda não fui ver, ou não poderei ver, fico aqui com os meus botões me possibilitando ser feliz como dá...rs...

Fico viajando imageticamente por lugares que quero muito ir, como Estocolmo (ouvindo a Lisa, que é sueca e pensando na literatura de lá e música que tanto me agradam...) e imaginando onde a vida deliciosamente ainda me levará.

Há bastante vinho ainda... acabei de abrir a garrafa. A viagem demorará pra acabar. rs.



Enquanto o tempo não passa

Nessa narrativa de 1996, o autor maranhense Josué Montello nos fala de como nos posicionamos como herói ou vítima na nossa história. Ele falava da dele, e óbvio, nos espelhamos na nossa enquanto ele disserta sobre si.

Sempre me coloquei como heroína, para não olhar para trás e me contentar com o que houve, me encostar no hoje e esperar o amanhã. Ta aí, esperar... algo em que não sou nada boa.

Não se trata de imediatismo e sim de objetividade, de decisão.

Quando quero algo, caminho ao seu encontro cegamente com o passar dos dias, para que o objetivo não se perca entre tantas atribulações, sugeridas pelo cotidiano.

O único traço disso tudo que não podemos modificar é a atuação alheia dentro dos nossos objetivos. Eles se desenham como desejam, e as vezes, temos que esperar para ver onde tudo vai dar, mesmo fazendo a nossa parte.

Ainda temos que contar com a mudança de planos alheia, já que não sabemos tudo o que se passa na cabeça das pessoas.

Enquanto o tempo não passa, fico com as minhas certezas, em busca de oportunidades para mostrar e dizer o que desejo quando me for dada a chance.

Quanto aos demais envolvidos... isso só eles poderão me dizer.




domingo, 10 de outubro de 2010

Coisas que detesto


A cara de pau do Jorge Vercilo e sua voz enjoada... Ele insiste em tentar ser Djavan e não consegue
Domingo
Domingo chuvoso e frio
Não ter quase nada pra fazer
Ter a cabeça vazia
Ver filme pipoca no Cinemark
Axé music
Pagode
Sertanejo
Som muito alto no cotidiano (tudo tem sua hora)
Pagodeiro e sertanejo que ouve som no celular nos coletivos
Bandas que regressam dos anos 60,70,80 para revivals por causa de grana
Pessoas que resmungam o tempo todo
Minha fácil indisposição para escrever que de repente some e fico super criativa
Esperar um torpedo que não vem
Acordar cedo
PDFs com proteção
Meu gato quando acorda as 3 da manhã me chamando pra fazer xixi
Homem bêbado
Controle remoto que não funciona e vc está distante pra mudar o canal
O porque de a vida não ter um ctrl z
Ainda não ter carro
Ficar no F5 o dia todo e a mensagem não chegar
Correntes por mail
Indelicadezas
Ficar sem beijar por muito tempo
Não ter grana para ir aos shows que quero
A politica brasuca
Ladrão
A forçação de barra dos Legendários, Pânico e outros do mesmo formato ... já deu, né gente!
A falta de paciência que tenho, as vezes com a vida, comigo e com o meu semelhante
A paciência que as vezes tenho que ter com o meu semelhante

sábado, 9 de outubro de 2010

Bergman e eu



Na semana em que resolvo retomar o cinema em minha vida, você reaparece, me contando mais sobre você. 
Ganhei "A ilha de Bergman", num momento em que tudo era caos em minha vida. Sequer havia tempo para dormir. Hoje vejo que não vivo sem esse caos, que pra mim é muito produtivo.

O filme em pouco tempo traz esta frase: "O demônio não gosta de ar fresco. Ele gosta que você fique na cama com medo".

Sentei-me no sofá e tive que voltar o filme algumas vezes, pois não poderia, você, de quem estava afastada há algum tempo retratar ou me cutucar de algo que estava tão presente em minha vida neste momento. O ócio, nada criativo, alimentado pela angústia e apatia. O tudo e o nada? Bi polaridade? Talvez. Mas os altos e baixos devastadores sempre foram presentes na minha "história". 

Foi com você, Bergman, que aprendi que para se arrepender não importa a idade, como em "Morangos Silvestres", 

Sobre a dor de ser mulher, estar entre elas e como insandecidamente rejeitar um homem que não desejo em: "Gritos e Sussurros", 

São tantos sabores e dissabores. Assistindo a você falando de si em "A ilha de Bergman" vejo um homem valioso redimindo-se de seus erros, suas tristezas, sua arrogância, sem pudores. 

Você se foi e cá estou com meus fantasmas (prefiro nomear assim, rs). 
Prometo me arejar para não mofar meus pensamentos.

Com amor
Simone



E a vida se refaz, como diria Marcus Viana



Esses dias, nas madrugadas silenciosas em que perco a hora para dormir, me recordei de uma canção dos anos 80, tema da novela Marrom Glacê na voz do baliarinho e cantor, o falecido Ronaldo Resedá. O clipe trash (ele bailando em meio a um buffet branco como a sua roupa e vazio...rs) me fez rir desenfreadamente graças ao YouTube. Ao lado as aberturas de novela fariam daqueles minutos, horas dali pra frente.

Vi aberturas que me lembraram uma infância, que se não fossem elas e os desenhos animados, acho que teria sido um caos, rs. Cambalacho, Te Contei, Marrom Glacê... e fui me deliciando no YouTube com tantas e tantas... Cheguei aos anos 90 e não me contentando, me deparei com O Clone, de Glória Perez e, intrigada, resolvi ver capítulos em que Jade (Giovana Antonelli) dançava para Lucas (Murilo Benicio, que foi um lixeiro lá atrás em Fera Ferida). Fui tomada pela novela como se a história estivesse sendo contada a mim pela primeira vez... e fui mais longe... até ao que acontecia comigo na época em que a novela foi veiculada.

Hoje vejo que você era muito jovem para entender tudo aquilo. Eu, nem tanto.
Hoje talvez você entenda, mas sorry, estou mais a frente. Precisei estar, pois do contrário não seguiria em frente e não evoluiria, como deve ser. Senti muito, por muito tempo, e se eu parar para pensar ainda dói um pouco, mas é como estivesse acostumada a essa dor, portanto ela não me move, não me entristece. Repousa onde está como uma marca do tempo, necessária para ver o que há de melhor e belo que dever ser valido, certo e empreendido.

Como diz Marcus Viana, "saltamos de um abismo, sem olhar pra trás".
Dar-me a chance é a melhor forma. Não existem fórmulas para chegar ao certo e não há sofrimento que nos leve ao que é certo.

Minha felicidade foi ter feito a coisa certa. Escolhi a mim e ponto.

E a vida se refez, felizmente :)