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domingo, 24 de fevereiro de 2013

4:01

Esta madrugada eu estive aqui.
Foi uma noite branda, silenciosa onde nada parecia ter necessidade de ser feito.
Olhei ao redor e apenas senti, isso me bastava.
Há muito que tentamos durante a nossa jornada explicar, mas por hoje os lábios se encontraram tranquilamente cerrados.

Somos realmente quem queremos ser, acredito.
Se pensamos que a vida é um balde com água, ela o será, se for o mar... tão grande o será, o oceano... assim será, mas o que realmente faz sentido em tudo isso?

Muitos falam em amor, mas tão pouco sabemos sobre isso e sim sentimentos diversos vindos dele em cada um de nós...

Falo dele em qualquer instância.

Este post não é sobre o amor,
Não é sobre a noite, sobre a madrugada,
É sobre onde estive, o que sou e o que não compreendo... talvez seja uma questão de tempo.
Talvez seja uma questão de tempo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em uma antiga manhã




Eram as pálpebras que sentiam a neblina naquela manhã fria.
Os olhos percorriam a pele ora para a esquerda, ora para a direita titubeando, sem a coragem de ver ou quiçá enxergar.
A pele da alma
A lágrima que se recusa a descer
O veneno que se sabe, mas não se conhece

Na boca o gosto cru de algo que se tem na memória, ou seja, o gosto já não pode ser mais o mesmo.
sabe-se que há luz
Os olhos continuam a se recusar a abrir e nem se sabe o porque.

Sentia o cheiro da chuva, as botas pesadas e nas costas os pesares
estendeu a mão... o orvalho descia pelas mãos

Sorriu
emudeceu como se algum dia tivesse falado


abriu os olhos
e tudo, absolutamente tudo perdeu a graça.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Em algum momento da trajetória.

E é assim, simples como quando paramos de deitar na grama e dar forma as nuvens.
Quando tudo parece ser mais importante, e não se tem tempo para observar a existência do céu acima de nossas cabeças.
A vida é uma piada entediante.

sábado, 26 de janeiro de 2013

As janelas, a sofreguidão e os sentidos



Só sei que havia janelas, cortinas e era noite, mais nada, ou quase tudo. É assim que me recordo.
O ar tomado por informações, verborragia e muitos motivos para o delírio. Sofreguidão talvez seja a palavra mais próxima, ainda que não deseje nomenclaturas ideais.
A dor de ser mais de um em um só, dor que se confunde com prazer e causa sorrisos bons até o amanhecer.
Não se observa janelas, nem se é dia, nem se é noite, nem adjetivos que objetivem beleza ou o seu antônimo.
Procura-se sentido depois do desvario, mas é justamente dele que nos esquecemos e sim usamos o tal sinônimo - os sentidos... das melhores, ainda que dolorosas formas - dolorosas que causam sorrisos...
Abre-se a porta e tudo se esvai por terra, assim como tudo que pede para não sermos o que desejamos, mas o tal sorriso é esboçado quase que esgueirando-se, para fingirmos até para nós mesmos que as janelas, as cortinas e a noite não tenham existido.
Ainda tenta-se lembrar das cores das janelas, mesmo estando todos os dias em frente a elas.