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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

As canções de amor sempre tem o paradeiro do lugar comum?



Existe realmente o "Não lugar comum" nas canções de amor?
Não comento sobre os "populares", mas as dores de cotovelo e as exacerbações em nome do amor sempre serão um clichê? E falar de amor, sempre será clichê?
Não sei ao certo.
Passei a noite escutando João Bosco e algumas letras de Adriana Calcanhotto (que anda pra lá de perdida em suas letras ultimamente).
As composições de JB com Aldir Blanc, as canções de Chico Buarque durante a ditadura (elas sobraram, porque hoje...), entre tantas que existem, podem sim não ser envolvidas pelo clichê.
Muitos amantes de Amado Batista e Odair José estão aí para não me deixar mentir.

Da Adriana me recordo de "Uns versos" onde ela canta:

Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo
Sou seu fado, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro,
Um rádio
Eu sou pelo avesso sua pele
O seu casaco
Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Eu chovo
Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário
Sou eu o seu paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo"
Falar de amor as vezes é dilacerar-se, dar-se em demasia por alguns momentos, ou dar asas a imaginação por ideias e não exatamente idealizar.
Nem sempre é bom, mas é bom sentir-se vivo de alguma forma.
Falar que falar de amor é clichê é que é clichê, ou então Viva o Clichê!









Saber tantas coisas

Quem nunca quis saber onde algo vai dar, saber para causar boa impressão, ou saber para agregar valor a si mesmo?
A primeira condição é a mais questionável, pois nunca dependerá apenas de si. Pode-se desejar algo, ser bonachão o suficiente e trabalhar para que os planos não saiam do eixo, mas nunca se está sozinho em qualquer situação. Vivemos em sociedade. Seja no trabalho, com o partner, família, ou amigos... tsc tsc, ledo engano. Quando tudo parece estar bem e vc cheio das boas intenções, algo mostra-se fora dos seus planos. No restante também... feliz ou infelizmente.
Feliz porque aprendemos com o imprevisível, infeliz porque nem sempre os resultados nos agradam.
Mas o conhecimento, o tal saber em si é contagiante. Saber nunca é demais. Literatura, tecnologia, artes, cinema, ficção científica, entre outros nos alimentam todos os dias nos tornando mais que sociáveis, seres pensantes.
Mas a pergunta que não quer calar: - A avidez por conhecimento torna o dia a dia mais facil? - Folgo em dizer que  não. Quanto mais sabemos, mas enxergamos as impossibilidades, o quão raso o ser humano pode ser ou o quanto podemos ser incompreendidos por saber.
Saber nunca é demais? Difícil dizer.