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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Esse obscuro objeto do desejo

Não, não falarei da obra do mestre Luis Buñuel. Sinto informar-lhes que este post não comentará sobre novidades (como descreve o subtítulo deste blog), mas sobre a condição inerente ao ser humano (cotidiana, eu diria) de desejar algo e as vezes nem mesmo ele sabe o quê?

Falo do desejar cru, sem pensamentos de Lipovetsky ou de comportamento do consumidor.

Hoje desejei e continuo desejando ter paz nos meus dias. Ela parece ter se perdido há muito e fico tentando resgatá-la sem saber como, cotidianamente. Os Hermanos (Los Hermanos) pincelam o assunto na música "Sapato Novo" do álbum intitulado "4", onde Marcelo Camelo comenta: "... como se alegria recolhesse a mão pra não me alcançar...", mas eu me volto para Arnaldo Antunes dizendo que como não tenho posso dar: " ... Eu vou te dar Alegria, eu vou parar de chorar, eu vou raiar um novo dia, e cantar e cantar e cantar !!!

Esse obscuro objeto do desejo chamado Alegria, chega, passa, perdura, demora, ... mas vem (I hope so) !

Um comentário:

Chammé disse...

Esse obscuro objeto de desejo, definitivamente aqui, foi o "desejar cru". Quando li, foi uma lapada digna de despertar o sentimento, mais ainda sim sem entender realmente (por completo) o que significaria desejar cru.
Na verdade, estava naquele estágio mais delicioso da aprendizagem: quando você não entende de fato o conteúdo, mas o tangencia, beira a compreensão. E como comer o sonho de valsa pelas beiras e deixar aquele recheio intacto.

O desejar cru. Por algum motivo eu quis muito isso quando li.

Para saudar este tema, palavras de Clarice: Não entender. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.