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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Contemporaneidades




Há quem diga que a arte alimenta a alma, ciência acontece para fazer os reparos na humanidade e a tecnologia para abreviar caminhos cotidianos. 
Já não sei. Só sei que a contemporaneidade me trouxe a ansiedade e a falta de paciência com o meu semelhante. 
A facilidade ao adquirir informação, conteúdo, a pressa, os atalhos nos tornam menos verdadeiros ou são apenas sinais comportamentais de que o homem deseja ser mais tecnologia do que orgânica? Mais máquina que humano? Mais metal do que sentimento.
O silêncio parece um bom companheiro quando toda a poluição sonora diz menos e enaltece o que não importa.
Quando se pensa mais no silêncio pode se diagnosticar que a companhia de humanos não se torna tão importante assim.
Não se trata de pessimismo, nem solidão anunciada e sim a procura de razão, ela, novamente o desejo da explicação no lugar em que deveria estar a emoção.

Tanto a ciência quanto a arte buscam entender o homem desde a Renascença e na era contemporânea percebe-se o homem desejar ou confundir-se com a máquina. Entendo, associando informações que o homem, cansado ou não interessado mais em entender-se resolveu fugir de si mesmo.