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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Contemporaneidades




Há quem diga que a arte alimenta a alma, ciência acontece para fazer os reparos na humanidade e a tecnologia para abreviar caminhos cotidianos. 
Já não sei. Só sei que a contemporaneidade me trouxe a ansiedade e a falta de paciência com o meu semelhante. 
A facilidade ao adquirir informação, conteúdo, a pressa, os atalhos nos tornam menos verdadeiros ou são apenas sinais comportamentais de que o homem deseja ser mais tecnologia do que orgânica? Mais máquina que humano? Mais metal do que sentimento.
O silêncio parece um bom companheiro quando toda a poluição sonora diz menos e enaltece o que não importa.
Quando se pensa mais no silêncio pode se diagnosticar que a companhia de humanos não se torna tão importante assim.
Não se trata de pessimismo, nem solidão anunciada e sim a procura de razão, ela, novamente o desejo da explicação no lugar em que deveria estar a emoção.

Tanto a ciência quanto a arte buscam entender o homem desde a Renascença e na era contemporânea percebe-se o homem desejar ou confundir-se com a máquina. Entendo, associando informações que o homem, cansado ou não interessado mais em entender-se resolveu fugir de si mesmo.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Rain or...

Dias de chuva, propícios para a introspecção.
Ouço "Daphnia" do Yo La Tengo ainda tomada pelo show de terça-feira.
Lá fora o mundo está nublado pra mim e para mais tantas pessoas que não conheço.
A música poderia rolar em looping que não me incomodaria.
O take da vida se repete
O arranjo da canção também
Não sei se é andar em círculos, mas não me enxergo assim.

Talvez seja só a chuva ou o dia nublado.
Talvez seja saudade da terça-feira
Talvez seja o arranjo que se repete.

A resposta "faz parte" me incomoda.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

É dia da saudade?

Está tocando Bailter Space enquanto escrevo. Tarde quente, sol estalado.

Ninguém sabe muito o que pensar em dias tão quentes, nem nas conversas típicas de elevador.

Dizem que hoje é dia da saudade, portanto parei para fazer o exercício de como é senti-la e percebi algo estranho - não sinto saudade.

Para muitas pessoas é risível e confesso que não é sabido por mim se isso é bom ou ruim.

Mas uma coisa é interessante, faz-se 40 anos e entende-se que as experiências passadas ficam por lá e que retrovisores são para carro e não para o corpo humano.

O universo é funcional - tudo o que nasce, morre - tudo.

Saudade é um sentimento para alguns dias. A vida é para todos os dias.