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domingo, 17 de julho de 2011
Instabilidade?
Há algumas coisas que encontram seu lugar de forma natural e outras que demoram para achar seu canto em nossas vidas.
Mudanças são sempre necessárias e benvindas para fazer a roda girar, mas depois de um tempo já vivido elas encontram dificuldade em se alocar nas realidades já concretizadas.
Os vazios... estes são difíceis depois de um tempo de explicar.
Há um momento em que não sabemos nem explicar qual é a sua origem. No início associamos a algumas circunstâncias, mas depois de um tempo nos perdemos em sensações desconhecidas, cotidianos fatigantes e desalentos.
Buscamos saídas pró-forma para preenchê-lo, mas a noite chega e tudo se perde novamente enquanto tentamos dormir. O sono não vem, tudo vem ao mesmo tempo à cabeça e a madrugada entra como a única parceira capaz de compreender.
A manhã chega, as obrigações também. É preciso estar visivelmente bem para conviver em sociedade. Deixamos o vazio de lado esperando que em algum momento ele desista de se pronunciar.
O meu está aqui, ainda não se cansou de se mostrar, de pedir para ser preenchido. Mas nem sei o seu significado, o que deseja de mim.
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