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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Satellite heart


Final de tarde,

O ventilador insiste em conseguir aplacar o calor, mas não consegue. A luz do final da tarde ainda penetra as janelas, e eu aqui pensando não sei bem em que.

Aliás tenho o hábito de pensar em muitas coisas ao mesmo tempo e não chegar a conclusão nenhuma sempre. Sempre deixo pra concluir depois. Talvez seja por isso que a vida sempre me coloca diante do espelho me cobrando coisas que decidi que resolveria depois... Essa situação sempre é desconfortável pra mim.

É... hoje não há mais espaço para isso. Enfim chegou a hora. Posso ser quem sempre quis!

Welcome to the Jungle e (ou) Para um amor no Recife




2010 começa pra mim, de fato, dia 29 de janeiro. Passo 15 dias em suspenso conseguindo fazer poucas coisas, devido a problemas de saúde de longos tempos...

Regressei a Sampa dia 3 e ainda não aceitei o início do ano, acho. Talvez pelo meu estado de estar "em suspenso" ainda não consegui digerir que o ano começou. A impressão que tenho é que meu corpo dá pane quando coisas de fato mudam em minha vida, felizes ou não. Esse problema pelo qual passo hoje é velho... e caducará em breve, pois o eliminarei da minha vida - sábias palavras para quem detesta viver de mazelas.

Perceber que a cidade me engoliu assim que cheguei não me fez muito bem. As mil e uma cobranças subjetivas fizeram um pouco a Simone surtar...

Fico tentando resgatar as boas vibrações e boas companhias e energias recebidas no final do ano. As festas do final de 2009 tiveram um sentido muito especial pra mim. É nela que tenho as recordações do coração preenchido, da alegria inebriante...e isso me dá um "up" sempre que escorrego e ameaço caír.

A dieta é sufocante, e as canções ainda não me invadiram, apesar da tentativa.

O cinema ainda não me emocionou, apesar do tempo para descansar.

Tudo o que tenho é um sorriso tolo e feliz, "para um amor no Recife", que está mais perto do que qualquer um que outrora tentou sê-lo.

"Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo"  Walter Franco.

Ainda não estou pronta, mas estarei 2010! Me aguarde!

Welcome to the Jungle, Simon. Por enquanto...rs...




sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Surprise, You´re Alive





Se estivéssemos nos anos 90 você acreditaria ser uma alusão a música: "Surprise, you´re dead" do Faith no More. Será que pensei nisso quando resolvi intitulá-lo? Pois bem, resolverei isso até o fim deste post.

Notável reparar a razão pela qual músicas fazem sucesso abastecendo-se de derrotas, tristezas, distâncias e poucas falam de felicidade e vendem.

Falei muito sobre a condição da solidão, das madrugadas preenchidas por livros, obrigações, trabalhos quase que intermináveis e também da solidão de estar acompanhada e nem tanto assim, neste blog. Vide posts anteriores.

Falar de estar feliz não rende conversa de corredor no trabalho e sim enfadonhos olhares de despeito ou um quê de: " ah, tá, meu bem...". Estar feliz rende bocejos alheios. Até na hora de encontrarmos canções para sorrir e lembrarmos de quem amamos, lá estão - as canções tristes.

Surpresa - você está vivo!

Tem hora que as mazelas cansam (e se cansam), e o que importa de verdade é a delícia de sentir-se vivo no corpo de alguém, sem frescuras.

Viver com intuito é tão diferente, principalmente quando pensamos com um partner.

Viver só é gostoso, mas tem que ter data pra acabar, caso contrário a vida não tem graça.

Sobre "Surprise..." ah ta...deixa pra lá... rs. Hoje só dá pra escutar "Epic".

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

As flores de plástico não morrem


É difícil sentir, explicar, tentar compreender e fazer-se entender. É assim que se sente quem sofre de enxaqueca.

Por tensão ou seja qual for a causa, procura-se sempre um jeito de adequar-se ao cotidiano as emoções, mas enquanto ela não passa, sentimo-nos num ambiente artificial, plástico, onde nada parece ter vida. E pra fazer as pessoas entenderem isso?

Hoje desejei ser como as flores de plástico que de nada precisam para viver... as vezes apenas um pouco d´agua para tirar o pó.