Last Splash, Honey
O útil e inútil do cotidiano, do cinema, da música e sobre mim.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Contemporaneidades
Há quem diga que a arte alimenta a alma, ciência acontece para fazer os reparos na humanidade e a tecnologia para abreviar caminhos cotidianos.
Já não sei. Só sei que a contemporaneidade me trouxe a ansiedade e a falta de paciência com o meu semelhante.
A facilidade ao adquirir informação, conteúdo, a pressa, os atalhos nos tornam menos verdadeiros ou são apenas sinais comportamentais de que o homem deseja ser mais tecnologia do que orgânica? Mais máquina que humano? Mais metal do que sentimento.
O silêncio parece um bom companheiro quando toda a poluição sonora diz menos e enaltece o que não importa.
Quando se pensa mais no silêncio pode se diagnosticar que a companhia de humanos não se torna tão importante assim.
Não se trata de pessimismo, nem solidão anunciada e sim a procura de razão, ela, novamente o desejo da explicação no lugar em que deveria estar a emoção.
Tanto a ciência quanto a arte buscam entender o homem desde a Renascença e na era contemporânea percebe-se o homem desejar ou confundir-se com a máquina. Entendo, associando informações que o homem, cansado ou não interessado mais em entender-se resolveu fugir de si mesmo.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Rain or...
Dias de chuva, propícios para a introspecção.
Ouço "Daphnia" do Yo La Tengo ainda tomada pelo show de terça-feira.
Lá fora o mundo está nublado pra mim e para mais tantas pessoas que não conheço.
A música poderia rolar em looping que não me incomodaria.
O take da vida se repete
O arranjo da canção também
Não sei se é andar em círculos, mas não me enxergo assim.
Talvez seja só a chuva ou o dia nublado.
Talvez seja saudade da terça-feira
Talvez seja o arranjo que se repete.
A resposta "faz parte" me incomoda.
Ouço "Daphnia" do Yo La Tengo ainda tomada pelo show de terça-feira.
Lá fora o mundo está nublado pra mim e para mais tantas pessoas que não conheço.
A música poderia rolar em looping que não me incomodaria.
O take da vida se repete
O arranjo da canção também
Não sei se é andar em círculos, mas não me enxergo assim.
Talvez seja só a chuva ou o dia nublado.
Talvez seja saudade da terça-feira
Talvez seja o arranjo que se repete.
A resposta "faz parte" me incomoda.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
É dia da saudade?
Está tocando Bailter Space enquanto escrevo. Tarde quente, sol estalado.
Ninguém sabe muito o que pensar em dias tão quentes, nem nas conversas típicas de elevador.
Dizem que hoje é dia da saudade, portanto parei para fazer o exercício de como é senti-la e percebi algo estranho - não sinto saudade.
Para muitas pessoas é risível e confesso que não é sabido por mim se isso é bom ou ruim.
Mas uma coisa é interessante, faz-se 40 anos e entende-se que as experiências passadas ficam por lá e que retrovisores são para carro e não para o corpo humano.
O universo é funcional - tudo o que nasce, morre - tudo.
Saudade é um sentimento para alguns dias. A vida é para todos os dias.
Ninguém sabe muito o que pensar em dias tão quentes, nem nas conversas típicas de elevador.
Dizem que hoje é dia da saudade, portanto parei para fazer o exercício de como é senti-la e percebi algo estranho - não sinto saudade.
Para muitas pessoas é risível e confesso que não é sabido por mim se isso é bom ou ruim.
Mas uma coisa é interessante, faz-se 40 anos e entende-se que as experiências passadas ficam por lá e que retrovisores são para carro e não para o corpo humano.
O universo é funcional - tudo o que nasce, morre - tudo.
Saudade é um sentimento para alguns dias. A vida é para todos os dias.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
4:01
Esta madrugada eu estive aqui.
Foi uma noite branda, silenciosa onde nada parecia ter necessidade de ser feito.
Olhei ao redor e apenas senti, isso me bastava.
Há muito que tentamos durante a nossa jornada explicar, mas por hoje os lábios se encontraram tranquilamente cerrados.
Somos realmente quem queremos ser, acredito.
Se pensamos que a vida é um balde com água, ela o será, se for o mar... tão grande o será, o oceano... assim será, mas o que realmente faz sentido em tudo isso?
Muitos falam em amor, mas tão pouco sabemos sobre isso e sim sentimentos diversos vindos dele em cada um de nós...
Falo dele em qualquer instância.
Este post não é sobre o amor,
Não é sobre a noite, sobre a madrugada,
É sobre onde estive, o que sou e o que não compreendo... talvez seja uma questão de tempo.
Talvez seja uma questão de tempo.
Foi uma noite branda, silenciosa onde nada parecia ter necessidade de ser feito.
Olhei ao redor e apenas senti, isso me bastava.
Há muito que tentamos durante a nossa jornada explicar, mas por hoje os lábios se encontraram tranquilamente cerrados.
Somos realmente quem queremos ser, acredito.
Se pensamos que a vida é um balde com água, ela o será, se for o mar... tão grande o será, o oceano... assim será, mas o que realmente faz sentido em tudo isso?
Muitos falam em amor, mas tão pouco sabemos sobre isso e sim sentimentos diversos vindos dele em cada um de nós...
Falo dele em qualquer instância.
Este post não é sobre o amor,
Não é sobre a noite, sobre a madrugada,
É sobre onde estive, o que sou e o que não compreendo... talvez seja uma questão de tempo.
Talvez seja uma questão de tempo.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Em uma antiga manhã
Eram as pálpebras que sentiam a neblina naquela manhã fria.
Os olhos percorriam a pele ora para a esquerda, ora para a direita titubeando, sem a coragem de ver ou quiçá enxergar.
A pele da alma
A lágrima que se recusa a descer
O veneno que se sabe, mas não se conhece
Na boca o gosto cru de algo que se tem na memória, ou seja, o gosto já não pode ser mais o mesmo.
sabe-se que há luz
Os olhos continuam a se recusar a abrir e nem se sabe o porque.
Sentia o cheiro da chuva, as botas pesadas e nas costas os pesares
estendeu a mão... o orvalho descia pelas mãos
Sorriu
emudeceu como se algum dia tivesse falado
abriu os olhos
e tudo, absolutamente tudo perdeu a graça.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Em algum momento da trajetória.
E é assim, simples como quando paramos de deitar na grama e dar forma as nuvens.
Quando tudo parece ser mais importante, e não se tem tempo para observar a existência do céu acima de nossas cabeças.
A vida é uma piada entediante.
Quando tudo parece ser mais importante, e não se tem tempo para observar a existência do céu acima de nossas cabeças.
A vida é uma piada entediante.
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